A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, inaugurada em 31 de março, entrou em operação com o monotrilho SkyRail da BYD, tecnologia que até então não havia sido implantada fora da China. A via conecta o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas em 6,7 quilômetros e oito estações, e teve custo total de R$ 5,8 bilhões.
O sistema foi projetado para transportar até 100 mil passageiros por dia quando alcançar plena operação, prevista para outubro de 2026. Atualmente, a circulação é limitada a dois trens, funcionando de segunda a sexta, das 10h às 15h.
Automação e sinalização
Os trens operam de forma totalmente automatizada por meio do protocolo de sinalização CBTC, que gerencia velocidade, frenagem e paradas nas estações sem a intervenção de um operador a bordo. A automação tem classificação GoA4, o nível máximo na escala internacional de automação ferroviária, com redundâncias que, segundo a fabricante, reduzem as variáveis humanas envolvidas no funcionamento.
O diretor técnico da BYD SkyRail no Brasil, Alexandre Barbosa, explicou no Podcast Canaltech que uma camada de softwares e sistemas permite ao trem executar os deslocamentos sem necessidade de interface humana, o que aumenta a segurança operacional.
Baterias e autonomia
O diferencial técnico para os usuários é a autonomia energética dos vagões. Os trens utilizam baterias Blade, desenvolvidas pela BYD, que recarregam automaticamente durante o serviço, inclusive por meio da recuperação de energia em frenagens, sem necessidade de paradas específicas para recarga.
A autonomia declarada é de até 8 quilômetros, abrangendo o trajeto completo da linha. Em caso de queda no fornecimento de energia, o sistema é capaz de manter a operação o suficiente para que o trem chegue a uma estação e permita o desembarque seguro dos passageiros, segundo Barbosa. Além disso, o carregamento pode ser programado para horários em que a energia elétrica tem custo menor, reduzindo o gasto operacional.
Imagem: Danilo Berti/Canaltech
Do ponto de vista ambiental e urbano, a operação apresenta emissão zero de CO2 e baixo nível de ruído: os trens percorrem a Avenida Roberto Marinho sem gerar som perceptível externamente.
A frota prevista é composta por 14 trens, cada um com cinco carros e capacidade para 616 passageiros.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6