O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a cobrar neste domingo (19) uma postura mais ativa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para buscar a resolução de conflitos armados no mundo. A declaração foi feita durante discurso na feira industrial de Hannover, na Alemanha.
Lula afirmou que o objetivo original do Conselho de Segurança — composto pelos Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China — era evitar a repetição de um conflito global como a Segunda Guerra Mundial e garantir a paz, mas criticou que atualmente o planeta registra o maior número de guerras de sua história.
Ao questionar os líderes das potências permanentes do órgão, o presidente exigiu explicações sobre a ausência de esforços coordenados para interromper os combates. Ele também citou o montante gasto em ações bélicas e a prioridade dada a armamentos em detrimento de políticas sociais: segundo Lula, o mundo desembolsa US$ 2,7 trilhões em guerras, recursos que poderiam ser redirecionados para enfrentar a fome e a questão migratória.
O presidente disse ainda que não é contrário à imigração, lembrando que a entrada de estrangeiros faz parte da história do Brasil, e lamentou a situação dos refugiados que não encontram acolhida em diversos países.
Lula também defendeu a redução da jornada de trabalho diante das transformações trazidas pela inteligência artificial. Para ele, o debate sobre tecnologia costuma privilegiar produtividade e omitir discussões sobre o impacto sobre os trabalhadores, e por isso é necessário considerar os efeitos sociais ao implementar essas inovações.
Paradoxos
Sem citar países diretamente, o presidente afirmou que “alguns integrantes” permanentes do Conselho de Segurança têm atuado fora dos parâmetros fixados pela Carta da ONU. Ele criticou o emprego da tecnologia em fins militares, afirmando que a inteligência artificial, além de aumentar a produtividade, vem sendo utilizada para seleção de alvos sem critérios legais ou morais, o que agrava perdas humanas e prejuízos econômicos.
Imagem: Afp
Lula mencionou ainda que os conflitos têm contribuído para o aumento do preço do petróleo, de alimentos e de fertilizantes. No campo econômico, defendeu um multilateralismo mais equilibrado e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC), e recordou a recente aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Sobre a política industrial doméstica, o presidente afirmou que seu governo trabalha na reconstrução de um programa robusto de reindustrialização baseado na economia verde e alertou para o avanço de forças antidemocráticas e do extremismo, efeitos, segundo ele, da distribuição desigual dos ganhos da integração de mercados.
Com informações de Jovempan

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6