Uma perícia privada contratada pela família de Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira, concluiu que o influenciador foi estrangulado com o fio de um fone de ouvido dentro do apartamento onde vivia na Zona Sul de São Paulo, em 27/12/2023.
O laudo, de 48 páginas, foi assinado por Francisco João Aparício La Regina, ex-perito da Polícia Técnico-Científica e professor com cerca de três décadas de atuação. Segundo o documento, o padrão e a largura das lesões no pescoço do influenciador não seriam compatíveis com a cinta de catraca laranja apreendida pela perícia oficial, que é mais larga, e apresentariam características compatíveis com um fio fino de fone de ouvido encontrado no imóvel.
Comparação de provas e impossibilidade de exumação
Por conta da divergência entre os pareceres, o fone de ouvido foi encaminhado à Perícia Oficial para que seja feita a comparação do objeto com as marcas observadas no corpo. Como a morte ocorreu há quase três anos, a exumação não será possível; a verificação será realizada a partir das fotografias do cadáver registradas pela perícia no momento em que o caso foi investigado.
Inquérito e atuação do Ministério Público
O inquérito policial conduzido pelo 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, foi concluído em outubro de 2025 mantendo a versão de suicídio por enforcamento com cinta de catraca. O Ministério Público, contudo, identificou inconsistências em laudos e contradições em depoimentos e não autorizou o arquivamento definitivo do processo.
Em razão dessas ressalvas, novas linhas de investigação foram abertas, incluindo as hipóteses de instigação ao suicídio, homicídio com simulação e omissão de socorro. Até o momento não há pessoas formalmente apontadas como suspeitas.
Depoimentos e acareações
Ouvida como testemunha, a ex-namorada do influenciador, Maria Luiza Lopes Watanabe, disse que tentou socorrê-lo sem sucesso e que deixou o apartamento pedindo ajuda, afirmando que PC teria tirado a própria vida na frente dela dois dias após o término do relacionamento. Em acareação realizada em janeiro de 2026, a polícia constatou divergências de horários entre o relato de Maria Luiza e o de uma vizinha que participou do socorro inicial, cortando a cinta com uma faca.
Imagem: Reprodução/Redes Sociais
A advogada de Maria Luiza, Clarissa Azevedo, divulgou nota ressaltando que não existe qualquer acusação formal contra sua cliente e que os laudos oficiais do Estado seguem critérios técnicos, imparcialidade e controle institucional, diferenciando-se de pareceres particulares produzidos a pedido de uma das partes.
A defesa da família de PC informou que, por tramitar sob sigilo, não comentará o caso. O novo laudo particular foi entregue ao 11º DP e o processo segue em andamento na Polícia Civil, no Ministério Público e na Justiça. Pessoas próximas ao influenciador passaram a ser analisadas no curso das apurações, mas não há, até agora, identificação formal de suspeitos.
PC Siqueira tinha 37 anos quando foi encontrado morto e tinha mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais.
Com informações de Conexaopolitica

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6