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Especialistas afirmam que padrões repetidos em relacionamentos não surgem por acaso e costumam ter raízes em experiências da infância. A repetição de histórias amorosas conflituosas pode indicar modelos emocionais pré-existentes que orientam escolhas e reações na vida adulta, segundo reportagem publicada pela Forbes.
O ponto de partida está na teoria do apego, desenvolvida por John Bowlby e aprofundada por Mary Ainsworth. Esses estudos mostram que a relação com cuidadores nos primeiros anos cria um tipo de mapa emocional que influencia a forma como nos conectamos com parceiros mais tarde.
1- Estilos de apego
Há, de forma resumida, três perfis principais: o apego seguro e os apegos inseguros — que se dividem em ansioso e evitativo. Pessoas com apego seguro tendem a ter vivido cuidados consistentes e disponíveis, o que favorece estabilidade nas relações adultas.
Quem tem apego ansioso costuma buscar validação constante, teme rejeição e deseja proximidade intensa. Já quem apresenta apego evitativo demonstra desconforto com intimidade, dá grande valor à independência e tende a se distanciar emocionalmente. A atração entre perfis ansiosos e evitativos costuma gerar ciclos repetitivos de aproximação e afastamento, muitas vezes interpretados equivocadamente como paixão ou química intensa.
2- Esquemas emocionais antigos
Além do apego, crenças profundas formadas na infância — chamadas de esquemas desadaptativos precoces — funcionam como filtros que moldam a percepção do amor. Entre os exemplos mais comuns estão:
Imagem: Getty Images
- Privação emocional: a crença de que “ninguém atenderá minhas necessidades”.
- Abandono: a expectativa de que “quem eu amo sempre vai me deixar”.
- Desconfiança: a convicção de que “se eu baixar a guarda, vou me machucar”.
Esses esquemas fazem com que situações neutras ou falhas pequenas sejam interpretadas como confirmação de dores antigas — por exemplo, ver um atraso em resposta de mensagem como sinal de rejeição. O resultado é uma dinâmica que prejudica não apenas quem carrega os padrões, mas também o parceiro e a própria satisfação relacional, ampliando conflitos.
Segundo a reportagem, tanto estilos de apego quanto esquemas emocionais podem ser transformados. As principais vias apontadas para essa mudança incluem autoconhecimento, terapia, comunicação intencional e relações que ofereçam segurança emocional e consistência.
O entendimento desses mecanismos serve como ponto de partida: identificar o roteiro emocional repetido é condição necessária para voltá-lo a reescrever.
Com informações de Forbes

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6