Arqueólogos e equipes de engenharia marítima recuperaram partes submersas do Farol de Alexandria e estão reconstruindo o monumento em ambiente virtual por meio de tecnologias de mapeamento e modelagem tridimensional. A ação visa preservar informações sobre a antiga maravilha e ampliar o acesso ao patrimônio sem remover fisicamente as pesadas estruturas do fundo do mar.
Como foi a descoberta
Cientistas utilizaram sonares e scanners 3D de alta precisão para mapear o fundo do mar no Mediterrâneo e localizar blocos que integravam a base do farol. Mergulhadores, acompanhados por robôs subaquáticos, identificaram grandes pedras submersas, algumas com peso estimado em aproximadamente 80 toneladas cada, que antes estavam cobertas por sedimentos e vida marinha.
Onde e quem conduziu os trabalhos
As ruínas localizam-se na área correspondente à antiga Ilha de Faros, na costa egípcia. Equipes multidisciplinares formadas por arqueólogos, engenheiros e operadores de veículos submersíveis remotos colaboraram no levantamento dos dados, que foram detalhados em reportagem divulgada pela Business Wire sobre o resgate das ruínas.
Principais desafios da exploração
O ambiente subaquático apresentou diversas dificuldades operacionais. A erosão salina e as correntes marítimas intensas complicaram o posicionamento dos equipamentos e reduziram a visibilidade, o que exigiu dispositivos capazes de operar sem dependência de luz natural. Além disso, o acúmulo milenar de sedimentos e a presença de vida marinha sobre as estruturas aumentaram a complexidade das sondagens.
O grande peso dos blocos e o risco de desmoronamento tornaram a remoção física inviável, pois a intervenção poderia danificar os artefatos. Outro desafio apontado foi a necessidade de processar grandes volumes de dados digitais gerados em alto mar.
Imagem: Divulgação
Modelagem digital e propósito educacional
Diante dos riscos à integridade das peças, a equipe optou por documentar extensivamente os elementos submersos e executar a reconstrução em ambiente virtual. Supercomputadores processaram as coordenadas e construíram malhas geométricas que reproduzem as pedras em um modelo 3D. Designers adicionaram texturas, iluminação e até simulações das chamas que, historicamente, serviam como farol para as embarcações.
O resultado é uma plataforma interativa que permite a exploração remota do monumento. Museus e instituições de ensino já manifestam interesse em utilizar o modelo virtual como ferramenta pedagógica, com a proposta de democratizar o acesso ao conhecimento sobre engenharia e arquitetura da antiguidade.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6