A Vamos (VAMO3) divulgou na noite desta quarta-feira (6) seu resultado do primeiro trimestre de 2026, com lucro líquido de R$ 86,6 milhões, queda de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação trimestral, entretanto, o lucro avançou 11,6%.

A companhia atribuiu a recuperação observada no trimestre à inflexão iniciada no terceiro trimestre de 2025 e às melhorias operacionais implantadas nos períodos seguintes. Em comunicado que acompanhou o balanço, a Vamos ressaltou a evolução operacional como responsável pela recuperação.

Taxa de ocupação e receita

Segundo Gustavo Couto, CEO da empresa, um dos fatores que pressionou o resultado foi o patamar da taxa de juros, que permaneceu sem corte até o fim de março de 2026. Apesar disso, a disciplina operacional permitiu aumento da taxa de ocupação para 88%, ante 85% no mesmo trimestre do ano anterior.

“Estamos cada vez mais perto de atingir o nosso objetivo de taxa de ocupação, que é 90%”, afirmou o executivo. No guidance divulgado, a Vamos projeta manter a taxa de ocupação entre 88% (cenário mínimo) e 92% (cenário máximo). A receita de serviços de locação somou R$ 1 bilhão, alta de 9,8% na comparação anual.

Venda de seminovos e estratégia de sobrevida de ativos

Outro ponto destacado foi o desempenho nas vendas de seminovos, que subiram 12% na base anual. A empresa vem adotando estratégia de extensão da vida útil dos caminhões para ampliar o volume de contratos de locação com os mesmos ativos. Há cerca de dois anos, contratos com caminhões de segunda mão representavam 12% do total; no primeiro trimestre de 2026, esses contratos corresponderam a 44% do total, segundo a companhia.

Na avaliação da Vamos, os ativos de alta liquidez mantêm qualidade relevante tanto para revenda quanto para nova rodada de locação, o que contribui para reduzir a necessidade de capital novo.

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Capex e alavancagem

A empresa também informou redução do capex líquido — indicador que compara compras de novos caminhões com vendas e novas locações — o que, conforme a Vamos, diminui a necessidade de aporte de capital e ajuda a reduzir a alavancagem. No primeiro trimestre de 2026, a alavancagem medida pela dívida líquida sobre o Ebitda ficou em 3,15x, recuo de 0,14 ponto.

No guidance anterior, a companhia manteve a expectativa de reduzir a alavancagem para um intervalo entre 2,9x e 3,1x da dívida líquida sobre o Ebitda.

O balanço detalha, portanto, uma queda anual do lucro líquido, acompanhada por sinais de recuperação operacional e avanço em métricas como ocupação, receita de locação e vendas de seminovos.

Com informações de Infomoney