Quem: A Usina Hidrelétrica de Balbina, instalada no rio Uatumã.

O que: A usina alagou mais de 2 mil km² da floresta amazônica, resultou na formação de ilhas de árvores mortas e, segundo estudos citados por pesquisadores, pode emitir quantidades de gases superiores às produzidas por usinas a carvão.

Onde: No estado do Amazonas, na região da Amazônia, sobre o rio Uatumã.

Como e por que: Vendida inicialmente como símbolo de progresso, fonte de energia limpa e instrumento de desenvolvimento regional, a obra provocou inundação extensa da área florestal. Ação do alagamento deixou árvores em pé mortas que hoje aparecem como ilhas no reservatório, além de afetar o tecido ambiental e social da região.

Quando: Décadas depois de sua construção, a usina passou a ser apontada por muitos pesquisadores como um exemplo controverso de projeto energético no Brasil.

Especialistas e observadores relacionam a hidrelétrica a impactos diretos sobre a floresta, sobre comunidades locais e sobre as emissões atmosféricas. O balanço entre os benefícios anunciados à época — eletricidade e desenvolvimento econômico — e os efeitos ambientais e sociais vem sendo reavaliado à luz dos resultados observados após a formação do reservatório.

UHE Balbina, no Amazonas, alagou mais de 2 mil km², formou ilhas de árvores mortas e pode emitir mais gases que carvão

Imagem: Divulgação

A presença de extensas áreas alagadas fez surgir ilhas de troncos e copas secas, um aspecto visual que se tornou representação das consequências do empreendimento para a paisagem natural. Além disso, estudos mencionados por pesquisadores apontam para a possibilidade de que o sistema de reservação tenha contribuído para emissões de gases que, em comparação com fontes fósseis como o carvão, podem ser mais intensas em determinados contextos.





Nas últimas décadas, a UHE Balbina deixou de ser apenas um projeto de infraestrutura e passou a integrar o debate sobre escolhas energéticas, impactos ambientais e custos sociais no âmbito da Amazônia e das políticas públicas brasileiras.

Com informações de Clickpetroleoegas