O governo dos Estados Unidos concedeu autorização para a venda do processador de inteligência artificial H200, produzido pela Nvidia, a cerca de dez empresas chinesas. Apesar da liberação, nenhuma entrega foi efetuada até o momento, conforme reportagem da Reuters, mantendo o acordo bilionário em impasse enquanto o CEO da fabricante, Jensen Huang, tenta resolver a situação em Pequim.
Huang está na comitiva do presidente Donald Trump durante visita à China, após ter sido convidado em caráter de última hora para a cúpula com o presidente Xi Jinping.
Pelo regime da licença, cada cliente autorizado pode comprar até 75 mil chips. As aquisições podem ser feitas diretamente junto à Nvidia ou por distribuidores credenciados, como Lenovo e Foxconn.
Impasse envolve taxas, logística e segurança nacional
O acordo negociado por Trump prevê que o governo dos EUA ficará com 25% da receita das vendas dos chips. Para viabilizar a cobrança, os semicondutores precisam passar por território americano antes do envio final à China, uma vez que a legislação atual dos EUA não permite a imposição direta de taxas de exportação.
Esse modelo logístico suscitou receios em Pequim sobre possível adulteração ou a inserção de vulnerabilidades ocultas no hardware durante o trânsito. Em paralelo, o Conselho de Estado da China intensificou a fiscalização sobre a segurança da cadeia de suprimentos por meio de novas normas destinadas a reduzir dependências tecnológicas estrangeiras em infraestrutura crítica.
Em audiência no Senado em abril, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, afirmou: “O governo central chinês não os deixou, até agora, comprar os chips porque eles estão tentando manter seu investimento focado em sua própria indústria doméstica”.
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Diante das incertezas e de novas exigências de segurança impostas por Washington em janeiro, empresas asiáticas como a DeepSeek têm indicado maior dependência de semicondutores chineses, incluindo fornecedores como a Huawei. Segundo Huang, os controles de exportação estariam corroendo a presença da Nvidia no mercado chinês, reduzindo sua participação em aceleradores de IA “efetivamente para zero”.
A autorização de vendas também enfrenta resistência de setores nos EUA preocupados com a manutenção da liderança tecnológica do país. O pesquisador Chris McGuire, do Council on Foreign Relations, declarou: “Qualquer acordo que permita à Nvidia vender mais chips para a China significa menos chips da Nvidia para as empresas dos EUA, e uma vantagem americana menor em IA sobre a China”.
A negociação segue em curso, com executivos e autoridades tentando conciliar questões comerciais, logísticas e de segurança antes de qualquer remessa efetiva dos componentes autorizados.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6