A China concordou em adquirir, no mínimo, US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos anualmente no período de 2026 a 2028, segundo comunicado da Casa Branca divulgado após encontros entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. O compromisso integra um esforço bilateral para restabelecer o fluxo comercial prejudicado pela guerra tarifária recente.
De acordo com a nota oficial, o montante acordado para compras agrícolas não considera os contratos específicos de soja assinados pela China em outubro de 2025. A negociação foi descrita pela administração americana como parte de uma reorganização mais ampla das relações comerciais entre Washington e Pequim.
Relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA mostram que as exportações agrícolas norte-americanas para a China sofreram queda acentuada em 2025, recuando 65,7% e totalizando US$ 8,4 bilhões. Essa redução foi atribuída ao aumento de tarifas no ano anterior, que impactou fortemente o comércio entre os dois países.
Além do compromisso de compras, os governos anunciaram a criação de dois organismos destinados a facilitar o diálogo econômico: o Conselho de Comércio EUA-China e o Conselho de Investimento EUA-China. Essas estruturas terão, segundo as partes, a função de ampliar o acesso ao mercado agrícola e agilizar negociações bilaterais.
Em declaração divulgada na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que os novos mecanismos visam expandir o comércio “sob uma estrutura recíproca de redução de tarifas”.
O compromisso vem em um contexto de menor dependência chinesa de produtos agrícolas norte-americanos. Dados apontam que, em 2024, cerca de 20% da soja importada pela China teve origem nos EUA, proporção significativamente menor que os 41% registrados em 2016, antes do início das tensões comerciais.
Imagem: reprodução/Truh Social/Donald Trump
Analistas e setores do agronegócio observam que o acordo reforça a disputa global por mercados estratégicos de alimentos e pode produzir impactos indiretos para outros exportadores, como o Brasil, especialmente no segmento de commodities agrícolas, onde EUA e China compete m por fatias de mercado.
As negociações entre as duas maiores economias seguem acompanhadas de perto por produtores e governos, que buscam entender como os novos compromissos afetarão cadeias de exportação e preços internacionais.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6