A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que o líquido escuro localizado por um agricultor em Tabuleiro do Norte, no Ceará, trata-se de petróleo cru.

O material foi descoberto em 2024 pelo produtor rural Sidônio Moreira, que perfurava o terreno em busca de água para instalar um poço e abastecer a propriedade. Segundo registros, a presença do líquido foi comunicada à ANP em julho de 2025.

A agência realizou uma visita técnica à área apenas em março deste ano. Após a coleta e análise das amostras, a conclusão dos testes foi encaminhada na quarta-feira (20), confirmando que o material é petróleo.

Com o resultado, a ANP instaurou um processo administrativo destinado a avaliar a viabilidade técnica e ambiental de uma eventual exploração do recurso no local. O procedimento visa verificar fatores como extensão da ocorrência, características do óleo e condições para possível extração.

Conforme a agência, caso a viabilidade da exploração seja confirmada, a responsabilidade pela exploração caberá à União. O proprietário do imóvel onde o óleo foi encontrado, no caso o agricultor que comunicou a descoberta, poderá ter direito a uma contrapartida financeira. A legislação prevê que o titular da terra receba até 1% da produção, caso a extração seja efetivada.

As etapas seguintes do processo administrativo devem incluir estudos complementares e avaliações técnicas que determinem o potencial produtivo da área e os impactos associados à exploração. A ANP é a responsável por conduzir e autorizar qualquer atividade de pesquisa e produção de petróleo em áreas sob a jurisdição federal.

Imagem: Divulgação

Não foram divulgados pela agência, no comunicado consultado, prazos específicos para a conclusão do processo administrativo nem estimativas de volume recuperável na ocorrência localizada em Tabuleiro do Norte.

A notícia segue o curso administrativo e técnico previsto para ocorrências desse tipo, com a ANP à frente da análise e da eventual definição sobre exploração e compensações previstas em lei.

Com informações de Infomoney