Uma empresa brasileira desenvolveu uma tecnologia patenteada que promete reduzir quase pela metade o custo de construção de piscinas de ondas artificiais, com objetivo de ampliar o acesso ao surfe em ambientes urbanos. A Infinity Wave, baseada em um estudo encomendado à Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica da USP (FCTH) em 2020, pretende inaugurar o primeiro empreendimento em 2028.
O CEO da Infinity Wave, Luiz Roberto Júnior, afirma que a meta é democratizar o surfe, levando a atividade a um público mais amplo do que o atual setor de alto poder aquisitivo. Segundo ele, hoje a associação a clubes com piscinas próprias pode superar R$ 1 milhão no Brasil, enquanto o modelo projetado para o condomínio Ilhas Beach Club, em Atibaia (SP), teria um preço estimado de R$ 150 mil por título.
A criação da Infinity Wave decorreu de tentativas anteriores de viabilizar uma piscina de surfe no projeto Ilhas de Atibaia, que Júnior vinha tentando desde 2016. Dois fatores tornaram o projeto factível: a lei das multipropriedades, aprovada em 2018, que permite financiar empreendimentos por meio da venda de frações, e a evolução da tecnologia de ondas artificiais para custos mais acessíveis.
Como funciona a tecnologia
A tecnologia, patenteada pela empresa em 2024, utiliza um sistema composto por 30 placas que alteram a inclinação do fundo da piscina em tempo real. Um software controla o conjunto, que por meio de um motor mecânico gera ondas em duas direções. O sistema permite diferentes tamanhos e formatos de ondas e comporta até 18 surfistas em cada lado da piscina.
Júnior destaca que a busca por uma tecnologia própria também visou garantir a qualidade da onda e evitar obsolescência das soluções disponíveis no mercado. Ele lembra que, até então, projetos com cerca de 21 mil metros quadrados chegavam a custar por volta de R$ 120 milhões, número que ele vê hoje em torno de R$ 140 milhões; com a tecnologia da Infinity Wave, o custo estimado passa a ser aproximadamente R$ 80 milhões.
Além de atuar como força no segmento imobiliário, a empresa projeta margens de lucro de cerca de 25% por piscina e já realiza negociações para implementar projetos em Goiânia, Belo Horizonte, em estados de Santa Catarina e na República Dominicana. No entanto, o foco atual permanece no empreendimento próprio, segundo o executivo, pois a demonstração da piscina em funcionamento tende a acelerar as vendas.
Imagem: Divulgação
O complexo Ilhas de Atibaia está planejado às margens da Rodovia Dom Pedro, em São Paulo, ocupando um terreno plano de 100 mil metros quadrados. O projeto prevê um ecossistema integrado com resort de multipropriedade, centro de convenções, parque aquático, pista de skate e área comercial em formato de open mall, além do clube de surfe.
O orçamento total estimado para o desenvolvimento do conjunto imobiliário é de R$ 500 milhões, dos quais R$ 100 milhões estão previstos apenas para o clube de surfe. O modelo financeiro do empreendimento considera a venda de frações com ticket médio de R$ 70 mil.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6