Charles Marcolim, lead game designer da Adhoc Studio, apresentou os pilares criativos do jogo Dispatch, destacando a combinação entre estilo visual, estrutura narrativa e liberdade do jogador dentro de um formato episódico.

Segundo Marcolim, a equipe optou por um traço inspirado em animações e cartoons para conferir ao jogo uma identidade visual mais marcada. A escolha permite exageros expressivos e uma estética mais livre, ao mesmo tempo em que a direção de arte busca preservar a clareza das informações e a compreensão da narrativa.

O desenvolvimento também focou no equilíbrio entre a participação do jogador e o controle da história. Marcolim explicou que o desafio foi criar opções de escolha capazes de gerar impacto percebido sem prejudicar o ritmo dos acontecimentos. A proposta é que o jogador influencie o desenrolar da trama, mas sempre dentro de uma estrutura planejada para manter a coerência entre episódios.

O formato episódico figura como outro ponto central abordado pelo designer. Cada capítulo precisa funcionar de maneira autônoma, entregando momentos marcantes e um fechamento parcial, enquanto simultaneamente planta elementos que alimentem a expectativa para os capítulos seguintes. Isso exige supervisão contínua sobre ritmo, progressão e evolução dos personagens ao longo da experiência.

Marcolim apontou ainda que um dos pontos fortes do projeto é a integração entre narrativa, direção artística e a voz ativa do jogador. A intenção declarada pela equipe é oferecer uma experiência que una identidade visual distinta a decisões narrativas relevantes, aproximando o público da história sem abrir mão do controle sobre os eventos.

Imagem: Designer de Dispatch comenta desafios do jogo. – Engage XP

Em resumo, a estratégia criativa de Dispatch se apoia na estética cartunesca, na construção de escolhas com consequências perceptíveis e na disciplina necessária para estruturar um produto episódico que funcione tanto em capítulos isolados quanto como um conjunto coerente.





Com informações de Olhardigital