A startup britânica BioOrbit lançou recentemente um equipamento chamado Box-E rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). Do tamanho aproximado de um forno micro-ondas, o aparelho ficará em órbita por cerca de seis semanas com o objetivo de produzir cristais de proteínas de alta pureza, etapa considerada essencial para o desenvolvimento de novos medicamentos contra o câncer.
Por que o Espaço?
A iniciativa aproveita as condições de microgravidade para favorecer a cristalização de compostos farmacêuticos em estruturas mais puras e estáveis do que as obtidas na Terra. Segundo a empresa, esse grau de pureza é difícil ou impossível de reproduzir em gravidade terrestre e pode resultar em formulações com vida útil maior.
Ao retornar ao solo, os cristais fabricados no espaço seriam processados em medicamentos que, conforme a proposta da BioOrbit, poderiam ser guardados em refrigeração e administrados pelo próprio paciente por via injetável em casa ou no trabalho. A expectativa é reduzir a necessidade de tratamentos hospitalares longos, como imunoterapias administradas por infusão intravenosa que exigem horas de permanência em unidade de saúde.
Viabilidade e prazos
A BioOrbit aponta que centenas de experimentos realizados na ISS já demonstraram a viabilidade do método empregado. A empresa descreve o Box-E como um primeiro passo para uma eventual produção em escala dos novos fármacos, que, em tese, simplificariam a administração dos tratamentos e estenderiam o prazo de validade dos medicamentos.
Entre os desafios apontados está o custo elevado do envio de materiais ao espaço. Ainda assim, a startup argumenta que as vantagens podem compensar o investimento, citando a possibilidade de economias bilionárias nos sistemas de saúde caso tratamentos possam ser feitos fora do ambiente hospitalar.
Imagem: Divulgação
Apesar do otimismo da empresa, a previsão é de que leve pelo menos cinco anos até que as novas formulações desenvolvidas a partir desses cristais espaciais cheguem ao mercado. As informações sobre o lançamento e as estimativas de prazo foram divulgadas ao The Guardian.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6