Dia decisivo para mercados: IPCA‑15, PEC 6×1 e relatório da dívida movimentam quarta

Agenda cheia, sinais de inflação e votação que podem virar o humor do mercado

O dia começa com indicadores que prometem dar o tom para o restante da semana: o IPCA‑15 de maio sai com previsão de alta de 0,57%, e a taxa acumulada em 12 meses pode subir para 4,6%. Ao mesmo tempo, uma comissão da Câmara analisa a PEC que extingue a escala 6×1, e o Tesouro publica o relatório mensal da dívida pública.

IPCA‑15 e sinais de preço

O índice preliminar de inflação, medido nas primeiras semanas de maio, deve acelerar. Analistas vêm apontando pressão de combustíveis e passagens aéreas — impulsionadas pelo preço do petróleo — como vetores de alta.

O resultado do IPCA‑15 chega às 09:00 e tende a repercutir rápido nos juros implícitos e nas expectativas de mercado.

Indicadores de confiança e ritmo da atividade

Além do IPCA‑15, saem hoje a confiança industrial, do varejo e de serviços. São leituras que ajudam a mapear consumo e produção em maio.

Leituras fracas ampliariam a cautela; números firmes reduzem espaço para surpresa negativa nas projeções econômicas.

Política: PEC 6×1 e pesquisas

Na esfera política, a votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 está marcada para as 10h em comissão da Câmara. O resultado é monitorado por investidores por seu impacto em despesas e mobilização social.

No mesmo horário, a primeira edição da pesquisa eleitoral do Broadcast e levantamentos da RealTime Big Data entram no radar, trazendo combustível para cenários políticos que influenciam ativos.

Relatório da dívida pública e fluxo cambial

O Tesouro divulga, nesta quarta, o Relatório Mensal da Dívida referente a abril de 2026 — documento-chave para acompanhar composição e custo da dívida pública.

Às 14h30 (Brasília, UTC‑3), sai o fluxo cambial semanal, outro dado que costuma mexer com liquidez e com o câmbio no curto prazo.

Mercado hoje: queda do Ibovespa e petróleo acima de US$100

Na terça, o Ibovespa encerrou em queda de 0,69%, aos 176.589 pontos, com volume de R$22,63 bilhões. A pressão veio do avanço do petróleo, que voltou a rondar US$100 por barril após nova escalada de tensões geopolíticas.

Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

Oscilações em commodities e sinais políticos deixam o mercado mais sensível a notícias intradiárias.

Empresas e decisões corporativas

No front corporativo, o BNDES confirmou venda de parte das ações que mantinha da Petrobras; movimentos que já vinham sendo reportados somam cerca de R$3 bilhões em papéis da estatal e R$500 milhões em ações da Axia.

Ainda hoje, o presidente Lula participa de anúncio de investimentos de R$2,8 bilhões da Petrobras e da Transpetro no Amazonas — sinal de desembolso relevante para a região.

Medidas para o transporte e política industrial

O Conselho Monetário Nacional aprovou a prorrogação do prazo de financiamento do programa Move Brasil, dobrando o prazo de 60 para 120 meses. A mudança visa equiparar condições com outros segmentos e facilitar a renovação da frota de ônibus.

No âmbito europeu, França, Itália, Espanha e parceiros pressionam por renovação de barreiras comerciais para conter importações que ameaçam indústrias locais.

Cenário externo e segurança

Em segurança internacional, há relatos de avanço de forças israelenses além de linhas demarcadas no sul do Líbano — movimento que pode reacender volatilidade regional e reverberar nos preços de energia.

O cenário global de risco continua a influenciar preços de commodities e a dinâmica de mercado em São Paulo.

Fecho

É um dia de sinais concentrados: inflação preliminar, pesquisas, votação parlamentar e números da dívida que, juntos, desenham o humor dos mercados. A janela mais crítica passa pelas primeiras horas, com novos pontos-chave às 09:00 e 14h30 (Brasília UTC‑3).