Vaca Muerta rumo a 1 milhão de barris por dia até 2028, diz operador argentino

Operadora que toca o escoamento garante capacidade e coloca região no mapa das grandes exportadoras

Vaca Muerta pode chegar a 1 milhão de barris diários até o segundo trimestre de 2028, afirmou Ricardo Hösel, presidente-executivo da Oldelval, em evento realizado em Buenos Aires. A empresa, responsável pelo transporte do óleo da bacia de Neuquén até os portos do Atlântico, destacou investimentos em oleodutos que, segundo ela, eliminariam gargalos de escoamento e manteriam fluxo estável até pelo menos 2031. Hoje, a produção argentina gira em torno de pouco mais de 850 mil barris por dia — número que vem subindo com foco em xisto e infraestrutura logística.

O que muda: exportações, receita e pressão sobre infraestrutura

A formação, do tamanho aproximado da Bélgica, é a quarta maior reserva de petróleo de xisto do planeta e já mudou o perfil energético da Argentina. Alcançar a marca de 1 milhão de barris por dia significa ampliar exportações e receitas em escala inédita no país, além de atrair novos investimentos para campos, serviços e terminais. A Oldelval administra um projeto de oleoduto avaliado em US$ 1,4 bilhão que conecta a produção aos portos, e seu plano de expansão é visto como peça-chave para transformar ganhos no campo em fluxo comercial no mercado global. Se a projeção se confirmar, a economia argentina terá um novo eixo de geração de divisas — e uma nova pressão para equilibrar crescimento, infraestrutura e meio ambiente.

Imagem: Divulgação