Durigan agenda conversas com os EUA após Estados Unidos rotularem PCC e CV como terroristas
Ministro da Fazenda diz que decisão pode gerar sanções a bancos e até afetar o uso do Pix; diplomacia é prioridade
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que vai se reunir ainda nesta semana com autoridades americanas para tratar da recente determinação dos Estados Unidos que qualifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Para Durigan, a designação abre caminho a medidas do Tesouro americano que podem atingir instituições financeiras brasileiras. Entre os riscos citados pelo ministro estão restrições em operações cambiais e impactos indiretos no funcionamento de meios de pagamento nacionais.
O ministro ressaltou que o governo busca esclarecer pontos com Washington por meio do diálogo. Em encontros recentes, segundo Durigan, o presidente Lula pediu cooperação para identificar e conter esquemas de lavagem de recursos ligados a facções que atuam fora do país.
Durigan avisou que fará contatos diretos com autoridades dos EUA para explicar o contexto brasileiro e reduzir potenciais efeitos colaterais. A preocupação central, disse ele, é evitar que medidas externas limitem o acesso de bancos brasileiros ao mercado de dólares.
PIB em alta, promessa de mudanças e alerta sobre riscos eleitorais
Além da agenda diplomática, o ministro comemorou os dados do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre, mas afirmou que ainda há trabalho pela frente. Durigan defendeu a necessidade de ajustes fiscais e redução do custo do crédito como prioridades para melhorar o ambiente de negócios.
Imagem: Antônio Cruz/Agência Brasil
Ele voltou a mencionar a expectativa de transformar o sistema tributário para simplificar obrigações, incluindo a possibilidade de revisar a declaração anual do imposto de renda nos próximos anos. Para Durigan, isso faz parte de um conjunto de reformas que podem baratear o custo do dinheiro e estimular investimentos.
O ministro também condenou o que chamou de tentativas de intimidação em ano eleitoral e classificou como excessiva a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos, que, segundo ele, tem motivações mais políticas do que técnicas.
No fechamento, Durigan reiterou a aposta no diálogo para minimizar danos e defender a soberania econômica do país, ao mesmo tempo em que pediu atenção para proteger o sistema financeiro e o funcionamento de serviços essenciais para a população.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6