Jato de R$ 250 milhões de Neymar fica 5 dias no pátio em SC porque não coube no hangar

Dassault Falcon 900LX estacionou no Aeroporto Costa Esmeralda; estadia pode ter gerado cerca de R$ 6,3 mil em taxas

O jato particular do jogador Neymar permaneceu estacionado no pátio do Aeroporto Costa Esmeralda, em Porto Belo (SC), por cinco dias consecutivos — não por falha mecânica, mas por falta de espaço no hangar.

Trata‑se de um Dassault Falcon 900LX, modelo executivo de longo alcance conhecido pelo tamanho e autonomia. Sem espaço coberto disponível, a aeronave ficou exposta ao tempo na área externa do aeroporto.

As taxas locais para pouso e pernoite apontam R$ 1.060 por evento. Se todas as cobranças previstas foram aplicadas ao longo da estadia, a conta estimada chega a R$ 6.360.

Por que o avião não entrou no hangar

Hangars têm dimensões e capacidade limitadas. Mesmo aeroportos regionais de lazer nem sempre dispõem de portões ou baias capazes de abrigar jatos desse porte, especialmente em temporadas de alta demanda.

Além do tamanho físico, fatores como posicionamento de outras aeronaves, obras ou regras operacionais podem impedir manobras internas. No caso em Porto Belo, a solução temporária foi manter o Falcon no pátio até que uma vaga adequada surgisse.

Manter um jato grande fora do hangar aumenta a visibilidade — e também a necessidade de logística extra, como monitoramento contínuo, cobertura de componentes sensíveis e coordenação com a equipe de solo.

O custo real de uma parada como essa

O valor destacado nas taxas cobre parte da movimentação aeroportuária, mas não traduz o custo total associado a um jato executivo: combustível, manutenção de rotina, tripulação, transporte de segurança e eventuais manobras técnicas entram na conta.

Imagem: Ap

Para contextualizar, o próprio avião tem valor de mercado estimado em torno de R$ 250 milhões, cifra que ressalta o contraste entre o ativo de alto valor e a simplicidade da limitação estrutural que o deixou no pátio.





Impacto local e repercussão

Uma aeronave de grande porte exposta no pátio tende a chamar atenção em uma cidade costeira. Para moradores e turistas, a imagem é curiosa; para o aeroporto, exige operações e comunicação claras para não atrapalhar a rotina de voos.

Embora seja um episódio pontual, a situação evidencia como a infraestrutura auxiliar — hangars, pátios e serviços — influencia diretamente a circulação de aviação executiva no país.

Fechamento

Cinco dias ao ar livre, uma conta que pode bater em alguns milhares de reais e a lembrança de que, mesmo para aeronaves de luxo, detalhes logísticos fazem toda a diferença. Em aeroportos menores, até um jato multimilionário depende da infraestrutura local para voar sem sobressaltos.