05/06/2026 — Jato de plasma “canibal” atinge a Terra; impacto fica abaixo do previsto
Fenômeno ocorreu às 2h11 (Brasília) e provocou auroras e perturbações moderadas; cientistas mantêm vigilância para possíveis novos impulsos
Às 2h11 de 5 de junho de 2026 (horário de Brasília), uma ejeção de massa coronal resultante da fusão de duas nuvens solares alcançou a magnetosfera terrestre. O choque foi real, visível em auroras e sinais de interferência, mas não chegou a provocar a tempestade geomagnética mais grave que alguns modelos previam.
Relatórios preliminares classificaram os efeitos entre níveis moderado e forte na escala G (G2–G3). Em termos práticos, isso significou luzes do norte vistas em latitudes mais baixas do que o habitual e relatos isolados de degradação em sistemas de navegação e comunicações — sem, até o momento, danos sistêmicos generalizados.
O curioso desse evento foi a formação: uma ejeção mais rápida alcançou e incorporou outra lançada anteriormente, criando uma nuvem conjunta com maior massa. Esse aglomerado, apelidado por especialistas de “canibal”, tende a concentrar energia e, em teoria, aumentar o potencial de impacto. Ainda assim, a velocidade reduzida durante a viagem ao espaço parece ter atenuado a força do encontro com o campo magnético terrestre.
Por que o efeito foi menor e o que observar a seguir
Velocidade e direção definiram o desfecho. A desaceleração do fluxo reduziu a compressão das linhas magnéticas ao chegar à Terra, limitando a intensidade do distúrbio. Modelos que apontavam para uma tempestade G4 foram recalibrados à medida que os dados de monitoramento chegaram.
Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini
Especialistas destacam que um primeiro impacto não fecha o episódio. Partes adicionais da mesma nuvem podem seguir a caminho nas horas seguintes, estendendo a janela de atenção. Enquanto isso, observadores em latitudes médias tiveram a oportunidade de ver auroras, e operadores de redes e satélites mantêm monitoramento reforçado.
Para o público, a novidade veio com imagens do céu e relatos locais de luzes coloridas em locais pouco habituais. Para a comunidade científica, o evento oferece pistas sobre o comportamento de CMEs complexas e sobre como previsões podem mudar rapidamente quando múltiplas estruturas solares interagem.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6