O britânico John McFall, astronauta da reserva da Agência Espacial Europeia (ESA) e ex-atleta paralímpico, pode se tornar a primeira pessoa com deficiência física a viver e trabalhar em órbita. A possibilidade surgiu após a assinatura de um acordo entre o governo do Reino Unido e a empresa americana Vast, que desenvolve a estação espacial privada Haven-1.
O documento prevê que a Agência Espacial do Reino Unido auxiliará a Vast na busca por patrocinadores e recursos para viabilizar um voo científico com McFall até a futura estação Haven-1. O acordo, porém, não garante que o astronauta integrará efetivamente a missão; trata-se de uma etapa para angariar o financiamento necessário.
Trajetória de superação e perfil profissional
Aos 45 anos, McFall teve a perna direita amputada aos 19 anos após um acidente de motocicleta. Atuou como atleta de alto rendimento e venceu a medalha de bronze nos 100 metros rasos nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008. Formado em medicina, ele trabalha atualmente como cirurgião no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e foi selecionado para o quadro de astronautas da ESA, em 2022.
Missão e pesquisas previstas
A Haven-1, primeira estação da Vast, está sendo projetada para operar na órbita baixa da Terra, onde também se encontra a Estação Espacial Internacional (ISS). O lançamento da estrutura está previsto para ocorrer a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, possivelmente já no próximo ano.
Caso a missão com McFall seja confirmada, ele participaria de experimentos sobre o comportamento do corpo humano em microgravidade, com foco em fisiologia, mobilidade e no uso de próteses. Autoridades britânicas destacam que os resultados podem contribuir para o desenvolvimento de próteses mais leves e adaptáveis, ampliar o conhecimento sobre doenças que afetam músculos e ossos — como osteoporose e atrofia muscular — e aperfeiçoar técnicas de reabilitação para pessoas amputadas.
Imagem: Divulgação
Repercussão e posicionamentos
McFall declarou que a iniciativa representa uma oportunidade de mostrar que pessoas com deficiência podem ocupar espaços antes considerados inacessíveis e que o voo enviaria uma mensagem poderosa sobre inclusão. A ministra espacial do Reino Unido, Liz Lloyd, elogiou a carreira do astronauta e afirmou que o país busca estar na vanguarda de voos tripulados inclusivos, expressando interesse em avançar na parceria.
A Vast também ampliou parcerias internacionais: a empresa firmou recentemente um contrato com o governo da França para duas missões, uma com objetivo de levar um astronauta francês à ISS e outra destinada à Haven-1.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6