O principal índice da bolsa brasileira registrou queda nesta segunda-feira (8) em meio ao renovado clima de incerteza geopolítica no Oriente Médio. O Ibovespa B3 recuou 0,21%, encerrando o pregão aos 168.668,72 pontos, em sessão marcada por oscilações provocadas por ataques entre Israel e Irã.
O dia teve início com relatos de novos confrontos entre os dois países, que comprometeram temporariamente a estabilidade do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Ao longo da tarde houve um acordo para suspender os ataques, ainda que de forma momentânea.
As tensões impulsionaram o preço do petróleo, que fechou em alta após um movimento de valorização que perdeu força durante a tarde. Esses desdobramentos internacionais continuam entre os principais fatores de preocupação para os mercados, que também acompanham indicadores de inflação.
Contexto doméstico
No cenário interno, o Boletim Focus atualizou para cima a projeção da inflação: a expectativa para o IPCA de 2026 subiu para 5,11%, marcando a 13ª semana consecutiva de altas nas estimativas. A mesma pesquisa alterou a previsão para a taxa básica de juros, com o mercado agora projetando a Selic em 13,50% ao final do ano, ante a previsão anterior de 13,25%.
Ibovespa hoje
No pregão, o indicador oscilou entre máxima intradiária de 169.645,78 pontos e mínima de 168.1209,61 pontos. O volume negociado na B3 atingiu R$ 26,1 bilhões.
Dólar hoje
O dólar comercial registrou a terceira alta seguida frente ao real e fechou a sessão em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,18. Segundo o economista Fabio Louzada, fundador da B7 Business School, a expectativa de juros elevados nos Estados Unidos fortalece a moeda americana globalmente e reduz o apetite por ativos de mercados emergentes, fator que contribuiu para a valorização do dólar frente ao real durante o dia.
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Bolsas de Nova York
Em Nova York, o dia foi de desempenho misto, com as atenções voltadas para a geopolítica e dados econômicos dos EUA. O Dow Jones recuou 0,16%, o S&P 500 avançou 0,30% e o Nasdaq subiu 0,86%.
O mercado segue observando a evolução dos conflitos e indicadores econômicos que podem influenciar a trajetória de juros e fluxos internacionais.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6