O Governo Federal publicou na segunda-feira (8) uma medida provisória que abre um crédito extraordinário de R$ 1 bilhão destinado a financiar capital de giro de empresas que prestam serviço de transporte aéreo doméstico regular. A iniciativa visa reforçar uma linha emergencial de liquidez para o setor, pressionado pelo aumento dos custos operacionais, em especial do querosene de aviação.

Os recursos serão liberados por meio de operações oficiais de crédito sob a supervisão do Ministério da Fazenda e têm como objetivo preservar a continuidade das operações das companhias diante da elevação das despesas do segmento.

MP regulamentada

A medida publicada dá sequência a uma linha emergencial já autorizada pelo governo em abril e regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em maio. Segundo as regras em vigor, poderão contratar os financiamentos empresas habilitadas a prestar serviço de transporte aéreo doméstico regular pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O montante que cada beneficiário pode contratar corresponderá a até 1,6% do faturamento bruto anual apurado em 2025, com teto de R$ 330 milhões por empresa ou grupo econômico.

Condições e prazos

As operações terão prazo máximo de reembolso de seis meses, contado a partir da liberação dos recursos, com pagamento em parcela única no vencimento. Os encargos financeiros serão equivalentes a 100% da taxa CDI. Em caso de inadimplência, incidirão juros moratórios de 1% ao mês e multa de 2% sobre os valores devidos.

Os valores devem ser liberados até 28 de junho, diretamente em conta dos beneficiários mantida no Banco do Brasil, instituição responsável pela operacionalização da linha.

Governo publica MP que destina R$ 1 bilhão em crédito para companhias aéreas domésticas

Imagem: Divulgação

Para ter acesso ao crédito, as empresas terão de comprovar os impactos do aumento dos custos com combustível nas suas operações e demonstrar os riscos que a ausência de financiamento representaria para sua capacidade operacional.

As medidas mantêm o foco em garantir liquidez de curto prazo ao transporte aéreo doméstico diante do cenário de pressão sobre custos, com requisitos e limites definidos pelo governo e órgãos reguladores.

Com informações de Portalin