A OpenAI mudou o foco para o mercado empresarial, abrindo espaço para que Apple e Google disputem a atenção do público consumidor. A transição da organização para soluções voltadas a empresas e a sequência de anúncios e parcerias das fabricantes de dispositivos formam o novo cenário da competição por inteligência artificial voltada ao usuário comum.
Quem e o que
OpenAI reduziu investimentos em produtos voltados ao público e passou a priorizar ofertas para corporações. Em março, a empresa encerrou o Sora, ferramenta de geração de vídeo que havia alcançado 1 milhão de downloads em menos de cinco dias, e também descontinuou o recurso de compras Instant Checkout. Paralelamente, criou a DeployCo, joint venture com 19 empresas globais, e adquiriu a consultoria Tomoro, que tem 150 especialistas em implementação.
Quando e por quê
Segundo a CFO Sarah Friar, hoje o segmento enterprise responde por 40% da receita da OpenAI, com expectativa de atingir 50% até o fim do ano. A empresa aponta que o mercado corporativo tem maior disposição a pagar por soluções de IA, ao passo que consumidores mostram resistência a serviços pagos por tecnologias que costumam ser oferecidas gratuitamente.
Onde e como a disputa se desenha
Com a saída parcial da OpenAI do varejo de produtos, Apple e Google intensificaram iniciativas para dominar o mercado consumidor. Na WWDC 2026, a Apple apresentou a Siri como aplicativo independente, parte do pacote Apple Intelligence. Menos de um mês antes, no Google I/O, o Google revelou o Gemini Spark, um agente de IA de uso geral, além de óculos inteligentes e uma ferramenta de edição de vídeo com IA.
Colaboração entre rivais
Apesar da rivalidade histórica, Apple e Google cooperam em alguns pontos: o Gemini alimenta a tecnologia Apple Intelligence por trás da nova Siri. Além disso, Google e Nvidia participam do desenvolvimento do Apple Foundation Model Cloud Pro, descrito como o modelo mais avançado da Apple.
Imagem: Ap
Reação do mercado e percepção pública
As ações da Apple recuaram mais de 5% em dois dias após a WWDC, com analistas apontando falta de cronogramas concretos e atrasos em determinados mercados. Matt Rogers, cofundador do Nest e ex-engenheiro do iPhone na era Steve Jobs, afirmou à CNBC: “A Apple jogou pelo seguro”. Em setembro, John Ternus deve assumir o cargo de CEO, substituindo Tim Cook, o que colocará pressão para resultados rápidos.
Uma pesquisa do Pew Research Center, divulgada em março, indicou que cerca de metade dos americanos se mostra mais preocupada do que animada com a presença da IA no dia a dia. Para o analista da Gartner Kjell Carlsson, Apple e Google têm capacidade para absorver esse ceticismo: com bilhões de dispositivos em uso, podem subsidiar recursos de IA para manter usuários dentro de seus ecossistemas.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6