Colônias subterrâneas cultivam fungos simbiontes na floresta amazônica

O comportamento das formigas indica a existência de um manejo organizado do cultivo: os fungos são mantidos em ambientes protegidos dentro dos ninhos, onde as condições de umidade e temperatura favorecem o desenvolvimento do simbionte. Além do cultivo, as colônias empregam microrganismos — bactérias associadas — que atuam na proteção da plantação contra ameaças.

Essas bactérias, presentes nas colônias, ajudam a preservar a saúde dos fungos cultivados, reduzindo a incidência de organismos competidores ou patógenos que possam comprometer a produção de alimento das formigas. A interação entre formigas, fungos e bactérias configura um sistema agrícola integrado, com funções específicas para produção e defesa do cultivo.

O fenômeno chama atenção por demonstrar que práticas comparáveis à agricultura já existiam em ecossistemas naturais bem antes do desenvolvimento da agricultura humana. As fazendas subterrâneas das formigas-da-amazônia mostram um exemplo de cooperação entre espécies e de estratégias de manejo de recursos em ambiente florestal.

O registro desse comportamento destaca a complexidade ecológica das comunidades subterrâneas e evidencia que práticas de cultivo e proteção de plantações ocorrem também fora do contexto humano, em interações evolutivas entre insetos, fungos e bactérias.

Formiga-da-amazônia mantém fazendas subterrâneas e cultiva fungos protegidos por bactérias

Imagem: Divulgação

Com informações de Clickpetroleoegas