A Copa do Mundo de 2026, que reunirá 48 seleções e 104 partidas, atrai não só torcedores, mas também a atenção de investidores em Wall Street por potencial de aumento de receitas em setores ligados ao evento. Analistas de grandes bancos e instituições financeiras identificam companhias capazes de se beneficiar do incremento do turismo, do consumo e da audiência global ao longo do torneio.
Relatórios do Deutsche Bank e avaliações da Bloomberg Intelligence apontam hotéis, alimentação, transporte, mídia, tecnologia, vestuário esportivo e bebidas como os segmentos com maiores chances de ganho. A estimativa é de que cerca de 1,2 milhão de visitantes internacionais se desloquem para os países-sede — Estados Unidos, Canadá e México — gerando aumento nos gastos com hospedagem, mobilidade e entretenimento ao longo dos 39 dias de competição.
No mercado hoteleiro, redes como Hilton, Marriott e Hyatt são citadas entre as possíveis beneficiadas, assim como plataformas de hospedagem e transporte, incluindo Airbnb, Uber e Lyft, que podem registrar maior demanda devido à circulação ampliada de turistas e delegações.
Fabricantes de artigos esportivos também foram destacadas: Nike e Adidas podem aproveitar a exposição global do campeonato, a venda de uniformes oficiais e o lançamento de produtos temáticos vinculados às seleções participantes. A final da Copa de 2022, por exemplo, teve audiência estimada em cerca de 1,5 bilhão de espectadores mundialmente, evidenciando o alcance comercial do evento.
No segmento de alimentos e bebidas, analistas citam empresas com presença relevante nos países anfitriões e em mercados com forte consumo de futebol. Entre as citadas estão Ambev, Coca-Cola Femsa, Femsa, Grupo Bimbo, Gruma e Arca Continental, que podem observar elevação nas vendas durante transmissões, eventos promocionais e reuniões de torcedores.
Economistas consultados por essas instituições, entretanto, estimam que o efeito da Copa sobre a economia dos Estados Unidos será restrito em termos macroeconômicos, com contribuição temporária projetada em torno de 0,05% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Assim, os maiores ganhos devem se concentrar nos setores diretamente ligados ao torneio.
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No Brasil, a transmissão do torneio ficará a cargo da Record, o que deve influenciar o consumo e as ações de empresas de mídia e de anunciantes locais durante os jogos.
Com a edição ampliada de 48 seleções e 104 partidas, a Copa de 2026 amplia oportunidades comerciais para companhias expostas ao turismo, ao consumo e à publicidade, o que mantém o evento no radar de investidores que buscam ativos ligados ao maior torneio de futebol do planeta.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6