O embaixador Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, afirmou nesta quinta-feira (18 de junho de 2026) que o governo brasileiro manterá vigilância sobre eventuais tentativas de interferência externa no processo eleitoral. A declaração foi feita durante sua participação no XXVI Seminário Ética na Gestão, organizado pela Comissão de Ética Pública.
Amorim destacou o avanço da compreensão pública e institucional sobre os efeitos da desinformação nas redes sociais em relação às eleições e ressaltou a necessidade de atenção permanente a ações vindas do exterior que possam influenciar o pleito.
A fala do assessor ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que o Brasil se tornou um lugar “perigoso politicamente”, declaração proferida após o encerramento da Cúpula do G7, na França. Em reação à observação do mandatário norte-americano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu respeito à soberania brasileira e afirmou que Trump pode ter preferências ideológicas próprias, mas não deve intervir nos assuntos eleitorais do país.
Ao comentar a postura dos Estados Unidos, o presidente brasileiro disse esperar que o chefe da Casa Branca não viole normas de convivência entre nações soberanas e deixou claro que o gosto pessoal por figuras políticas estrangeiras não justifica interferência no processo eleitoral. Lula também fez referência ao apoio que Trump poderia nutrir por membros da família de seu antecessor, afirmando que isso é uma questão de preferência pessoal, mas reiterando a barreira entre opiniões externas e a condução das eleições no Brasil.
As declarações chegam em meio a uma nova etapa de recomendações do governo dos EUA que podem resultar na imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Relatórios do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) apontaram investigações sobre práticas comerciais e trabalhistas no Brasil e indicaram medidas que podem elevar alíquotas de importação em até 37,5% para determinados produtos nacionais.
Imagem: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O governo federal, segundo Amorim, seguirá monitorando possíveis tentativas de influência externa e reforçando mecanismos de proteção ao processo democrático, sem detalhar medidas específicas a serem adotadas.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6