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As eliminações da Alemanha para o Paraguai e da Holanda diante de Marrocos, ocorridas na segunda‑feira (29), figuram entre as maiores surpresas da Copa do Mundo de 2026. Um levantamento acadêmico explica por que resultados desse tipo são mais frequentes no Mundial do que em torneios nacionais.
O estudo do professor Victor Martins Maimone, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), indica que as “zebras” têm probabilidade 2,2 vezes maior de ocorrer no Mundial em comparação com campeonatos nacionais. Segundo os dados compilados pelo pesquisador, partidas da Copa apresentam ocorrência de surpresas em 15,8% dos jogos, ante 7,2% verificados nas ligas nacionais analisadas.
Para chegar a esse diagnóstico, Maimone examinou as três últimas edições da Copa do Mundo e as temporadas recentes das principais competições nacionais do Brasil, Inglaterra, Alemanha, França, Itália e Espanha. A análise levou em conta apenas os 90 minutos regulamentares, excluindo prorrogações e decisões por pênaltis.
O professor atribui a maior incidência de resultados inesperados no Mundial a fatores estruturais: tempo de preparação reduzido e menor entrosamento entre os convocados. Em entrevista concedida no início deste mês, ele comparou o período de trabalho das seleções ao dos clubes, observando que atletas de seleções ficam reunidos por cerca de 10 dias antes do primeiro jogo, enquanto companheiros de clube convivem por pelo menos 10 meses.
Imagem: Charles Krupa/AP
Outra conclusão do estudo é que a identificação de favoritos na Copa costuma se basear mais na expectativa dos torcedores e no prestígio dos jogadores em seus clubes do que em critérios objetivos e consistentes de desempenho. No caso dos campeonatos nacionais, o status de favorito costuma repousar em resultados regulares ao longo da temporada, um indicador considerado pelo pesquisador mais confiável. No contexto do Mundial, confiar apenas no peso da camisa ou no rendimento individual aumenta a margem de erro na previsão de vencedores.
A pesquisa, portanto, relaciona a combinação de curto preparo, menor convivência entre jogadores e avaliações menos robustas sobre favoritismo à maior frequência de zebras na Copa do Mundo.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6