Proposta do presidente do TSE é criticada por análise que aponta foco equivocado

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, lançou a proposta de um selo de “acurácia eleitoral” a ser aplicado em pesquisas divulgadas na semana final antes da eleição que apresentem cenários próximos ao resultado final. Em análise publicada no dia 14 de julho de 2026, a iniciativa é considerada pelo texto uma resposta para um problema que o autor define como inexistente, ao mesmo tempo em que afasta a atenção do que é descrito como o verdadeiro desafio das pesquisas no país.

Segundo a análise, a criação do selo visa distinguir levantamentos que, na última semana de campanha, retratem um quadro eleitoral próximo ao resultado apurado. No entanto, o artigo sustenta que essa medida seria inócua diante das distorções que afetam o setor e que, portanto, não atacaria as fragilidades apontadas pelo autor.

O principal ponto destacado na peça é a falta de transparência sobre o financiamento das pesquisas eleitorais. O texto afirma que os levantamentos divulgados no país carecem de clareza em relação à origem dos recursos que bancam os estudos, tema que, na visão do autor, deveria merecer prioridade nas ações regulatórias e nas exigências de prestação de contas.

Na avaliação apresentada, ao concentrar esforços na rotulagem de acurácia na fase final do processo eleitoral, a proposta do TSE acabaria por desviar o debate público e institucional das questões estruturais que cercam a produção de pesquisas, em especial a transparência financeira.

TSE propõe selo de “acurácia eleitoral” para pesquisas e proposta é apontada como desvio do problema central

Imagem: Imagem Valor Econômico

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Com informações de Valor.globo