A Boeing encerrou o primeiro semestre de 2026 com 314 aeronaves comerciais entregues, o maior total para esse período desde 2018. O resultado representa um avanço de 12% em relação aos primeiros seis meses de 2025 e sinaliza recuperação na produção após anos de restrições e desafios.

O desempenho foi puxado sobretudo pela família 737 MAX, responsável por 243 das entregas no semestre. Entre abril e junho, a fabricante entregou 171 aviões; desse total, 129 eram da linha 737 e 25 pertenciam à família 787 Dreamliner.

Em junho, a Boeing registrou 64 jatos comerciais entregues, acima das 60 unidades entregues em maio deste ano e também superior ao mesmo mês de 2025. As aeronaves entregues no mês incluíram 42 unidades do 737 MAX, 13 Dreamliners 787, três cargueiros 777F e cinco aviões da família 767.

Parte dos Dreamliners liberados no segundo trimestre havia permanecido retida aguardando certificações regulatórias para um cliente internacional, segundo a empresa.

Desde 2019, a Boeing enfrentou uma série de entraves que afetaram sua produção e entregas, como a paralisação global do 737 MAX, interrupções na cadeia de suprimentos, os efeitos da pandemia de Covid-19 e fiscalização mais rigorosa por parte da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA).

As entregas têm importância financeira direta para a fabricante: a companhia reconhece receita no momento em que as aeronaves são entregues aos clientes, tornando o fluxo de entregas um indicador-chave da recuperação econômica da empresa.

Apesar dos avanços da Boeing, a concorrente europeia Airbus manteve a liderança em volume no primeiro semestre de 2026, com 351 aeronaves entregues, aproximadamente 15% a mais do que no mesmo período de 2025.

Boeing registra 314 entregas no 1º semestre de 2026, maior volume desde 2018

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Além das entregas, a Boeing também teve movimento na carteira de pedidos. Em junho, a empresa contabilizou 121 pedidos brutos e, descontados oito cancelamentos, encerrou o mês com saldo líquido de 113 encomendas.

O relatório destaca que, após anos em que a prioridade foi recuperar confiança do mercado e estabilizar a produção, a empresa agora busca ampliar o ritmo de entregas para reduzir a diferença em relação à concorrente europeia.

O avanço nas entregas e os movimentos na carteira de pedidos formam o panorama mais recente sobre a trajetória de recuperação da Boeing no mercado de aviação comercial.

Com informações de Portalin