A OpenAI integrou ao ChatGPT uma verificação adicional de segurança em parceria com a empresa de segurança Malwarebytes, permitindo que a ferramenta identifique sinais de golpe em links, e-mails e mensagens antes do usuário clicar ou fornecer dados.

O que muda

Até então, quando alguém perguntava ao ChatGPT se uma mensagem parecia golpe, a avaliação se baseava principalmente no tom e nas características do texto — por exemplo, pressão por ação rápida, erros gramaticais ou pedidos incomuns de informação. Com a integração da Malwarebytes, o sistema agora também consulta bancos de dados e indicadores associados a sites maliciosos, como denúncias anteriores, histórico de uso em fraudes e características do domínio, como data de criação.

Quem pode usar e como ativar

A função está disponível tanto para usuários do plano gratuito quanto para assinantes pagos do ChatGPT. Para ativá-la, o usuário deve entrar no ChatGPT, acessar a seção “Explorar GPTs”, buscar por Malwarebytes e clicar em “Conectar”. Em seguida, basta iniciar uma conversa nova, colar o link ou a mensagem suspeita e solicitar a análise. Um exemplo de comando sugerido é: @Malwarebytes, posso confiar nesse site? — a resposta exibirá sinais conhecidos de risco diretamente no chat, sem necessidade de instalar outro aplicativo.

Como a verificação funciona

Além da análise do conteúdo textual, a checagem passa a verificar se o endereço já apareceu em listas de risco, se foi relatado por outros usuários e se o domínio apresenta padrões típicos de páginas falsas, como criação recente ou formulários que solicitam dados sensíveis. Isso oferece ao usuário informações mais concretas do que a interpretação prévia baseada apenas no estilo da mensagem.

Por que a mudança é relevante

A integração ganha importância diante do aperfeiçoamento das fraudes digitais, que hoje muitas vezes utilizam textos bem escritos e personalizados para enganar vítimas. Relatórios de empresas de segurança e consultorias estimam perdas globais de centenas de bilhões de dólares com fraudes online no último ano, e muitas invasões começam por um link enviado por mensagem ou e-mail.

Imagem: Divulgação

Limites e cuidados

Apesar de reforçar a prevenção, a ferramenta não garante proteção absoluta: golpes evoluem rapidamente e nem todos os sites maliciosos aparecem de imediato em listas de alerta. Além disso, ao solicitar análise é preciso ter cuidado com privacidade, pois o link ou a mensagem são compartilhados na conversa. Evite enviar informações sensíveis que não sejam estritamente necessárias para a verificação.

A novidade transforma o ChatGPT em um filtro inicial de segurança digital, oferecendo aos usuários uma opção adicional antes de clicar em links ou responder mensagens suspeitas.

Com informações de Infomoney