A Espanha voltou a ganhar destaque entre turistas brasileiros após a conquista do bicampeonato na Copa do Mundo de 2026 e por ser uma das sedes previstas para o Mundial de 2030, ao lado de Portugal e Marrocos. Além do apelo futebolístico, o país atrai visitantes pela gastronomia, diversidade cultural e pontos turísticos famosos, como a Sagrada Família, em Barcelona; o palácio de Alhambra, em Granada; e as praias e a vida noturna de Ibiza.
Quem, onde e quando
Brasileiros que planejam sair de São Paulo para cidades como Madrid, Sevilla ou Barcelona devem considerar a sazonalidade: a alta temporada na Espanha ocorre no verão europeu, entre junho e setembro, o que tende a elevar preços de passagens e hospedagem.
Custos estimados para uma semana
Em média, passagens aéreas entre R$ 3.000 e R$ 5.000 são praticadas para as principais cidades espanholas, com valor médio de R$ 3.600 na baixa temporada. Em relação à hospedagem, dados de plataformas como Booking e Airbnb referentes a outubro de 2027 apontam variação conforme o tipo de acomodação: opções econômicas, como hostels ou aluguel de quarto, ficam entre R$ 1.000 e R$ 1.600 para sete dias; locações de casas atingem cerca de R$ 2.500; e hotéis mais sofisticados podem ultrapassar R$ 4.000.
Além de passagem e estadia, devem ser contabilizados alimentação, transporte local, ingressos para atrações (museus, teatros e parques) e compras. Com planejamento, antecedência na compra de passagens e reserva de hospedagem, uma viagem de uma semana pode custar cerca de R$ 10.000 por pessoa em roteiros com melhor relação custo-benefício, e superar os R$ 20.000 para experiências mais luxuosas.
Como reduzir riscos e o que evitar
Reservas e compras antecipadas são apontadas como as principais medidas para evitar aumentos bruscos de preço. A alta demanda no verão europeu influencia diretamente tarifas de voos e hospedagem. Programas de milhas podem reduzir o custo das passagens e uma estratégia recomendada é comprar a moeda local — o euro — de forma parcelada ao longo do tempo, para diluir eventuais variações cambiais.
O planejador financeiro Kelvin Saegussa destaca a importância de preservar o poder de compra, contratar seguros de viagem e saúde e distribuir a compra de moeda estrangeira para amenizar impactos do câmbio. Ele também observa que o cartão de crédito pode ser vantajoso em situações de queda na cotação do euro, mas alerta para a atenção às taxas e ao spread cambial.
Imagem: Pixabay
Planejamento para a Copa do Mundo de 2030
Eventos como a Copa do Mundo tendem a elevar custos devido à alta demanda. Embora não haja estimativas firmes para 2030, recomenda-se um planejamento de longo prazo. A Fifa adotou em 2026 um sistema de preços dinâmicos para ingressos — em que valores variam conforme oferta e demanda — e, caso o modelo seja mantido, a compra antecipada será importante para controlar gastos.
Saegussa recomenda prever um orçamento extra para imprevistos; como referência genérica, sugere-se reservar cerca de 100 euros por dia além do planejado, ajustando esse valor conforme o perfil do viajante. Para quem pretende acompanhar a competição pelos três países-sede — Espanha, Portugal e Marrocos —, é essencial organizar trajetos com antecedência e verificar opções de transporte como trens e balsas, além de considerar a cotação do euro e do dirham marroquino ao definir o orçamento.
Buscar mercados e restaurantes bem avaliados próximos aos pontos de interesse e priorizar hospedagem com acesso a transporte público podem contribuir para um melhor custo-benefício durante a viagem.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6