O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à BandNews que um eventual quarto mandato de Lula terá como prioridade um ajuste fiscal que reduza o gasto obrigatório e recomponha receitas por meio do combate a benefícios tributários. Segundo Durigan, o governo também deverá promover uma reforma do Estado para tornar a administração pública mais eficiente para cidadãos e empreendedores.

Durigan reconheceu que a dívida pública vem crescendo, mas destacou que os superávits primários projetados para os próximos anos permitirão que a trajetória de endividamento se estabilize em 2029 e comece a recuar a partir de 2030. Para o ministro, ainda existe uma “última milha” a ser perseguida, que exige consolidação fiscal: corte de despesas desnecessárias, aumento da eficiência do gasto público e recomposição da base tributária.

Entre as medidas defendidas pelo ministro estão a desoneração de quem recebe salário mínimo do Imposto de Renda e a cobrança de contribuições de grandes investidores e fundos. Durigan afirmou que o ajuste fiscal equivalente a 2 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), realizado no governo Lula 3, terá de ser repetido em um eventual Lula 4, com ênfase na redução do gasto obrigatório e na revisão de benefícios tributários.

O ministro ressaltou como prioritária uma reforma administrativa que retire entraves da atuação do Estado. Para Durigan, o setor público não pode ser um “estorvo” para cidadãos e empresários: processos como abertura de empresas, licenciamento ambiental e outros procedimentos precisam ser mais rápidos e digitais, na avaliação do titular da Fazenda.

Sobre os títulos isentos de Imposto de Renda para pessoa física, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), Durigan disse que a questão deve ser revisitada em um possível governo Lula 4. Ele lembrou que a isenção foi proposta pelo próprio governo no segundo semestre de 2025 por meio de uma medida provisória enviada ao Congresso para tratar da tributação, mas que a proposta não foi aprovada. Segundo Durigan, a manutenção da isenção tem gerado distorções no mercado, afetando o Tesouro e outros produtos financeiros, e por isso o tema precisa ser reavaliado para não desestimular a economia.

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Durigan afirmou acreditar em um Estado mais moderno e eficiente, que cumpra seu papel sem gerar custos ou dificuldades desnecessárias à população.

Com informações de Valor.globo