Uma sequência de cortes de pessoal nos Estados Unidos, que atinge setores como tecnologia e finanças, vem impactando não só trabalhadores demitidos, mas também a imagem das empresas no longo prazo. Gigantes como Amazon, Meta e Oracle eliminaram milhares de vagas, frequentemente justificando as medidas pela adoção de inteligência artificial ou por reestruturações mais amplas.
Levantamentos recentes da Glassdoor, realizados com milhares de profissionais, mostram que os efeitos das demissões extrapolam o momento do desligamento. Em uma pesquisa feita em maio com mais de 900 participantes, quase 40% disseram não ter se recuperado totalmente após passar por uma demissão.
A insegurança também alcança funcionários que permaneceram nas companhias. Análises da equipe de pesquisa econômica da Glassdoor indicam que as avaliações das empresas na plataforma demoram quase três anos para retornar aos níveis anteriores a um episódio de demissão em massa.
Entre os casos recentes, a Meta anunciou em maio o corte de aproximadamente 10% do seu quadro, o que equivale a cerca de 8 mil postos eliminados, além do cancelamento de outras 6 mil vagas que estavam abertas. A empresa vem lidando com queda de moral entre os empregados — segundo o diretor de tecnologia Andrew Bosworth, o nível de motivação está entre os mais baixos da história da companhia — e enfrenta processo de funcionários que afirmam que sistemas de inteligência artificial foram usados para selecionar parte dos desligamentos.
No início de julho, a Microsoft confirmou demissões que atingem 2,1% de sua força de trabalho global, incluindo cerca de 1,6 mil pessoas na divisão Xbox, com novos cortes previstos ao longo do ano fiscal. Em fóruns corporativos anônimos como o Blind, relatos de empregados da Microsoft expressaram preocupação e estresse diante da possibilidade de mais reduções de quadro. O jornal The Wall Street Journal informou recentemente que a Verizon planeja demitir cerca de 3 mil funcionários.
Como se recuperar de uma demissão
Segundo a Glassdoor, retomar a rotina de busca por emprego e conseguir novas entrevistas ou ofertas ajuda na recomposição da motivação. Ainda assim, 57% dos entrevistados relataram ter sentido pressão para aceitar salários mais baixos após uma demissão — percentual que sobe para 63% entre mulheres e cai para 52% entre homens.
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A pesquisa também destaca que a primeira entrevista realizada depois do desligamento tem papel importante na recuperação da autoconfiança: 26% dos trabalhadores apontaram esse contato como decisivo. Fora do ambiente profissional, 19% citaram o apoio de familiares e amigos como fator essencial para recuperar bem-estar e sensação de normalidade.
As evidências da Glassdoor mostram que os impactos reputacionais e pessoais das demissões em massa se estendem por meses, exigindo estratégias de gestão e de apoio aos trabalhadores afetados e aos que permanecem nas empresas.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6