Gestores de fundos imobiliários afirmam que, mesmo com a alta persistente da taxa básica de juros, os FIIs de tijolo continuam atraentes para investidores que buscam ganho de capital e diversificação. Em cenário no qual os fundos de papel, atrelados a indicadores de renda fixa, têm se destacado, especialistas alertam para oportunidades seletivas em ativos imobiliários físicos.
Alessandro Vedrossi, sócio-diretor de ativos reais da Valora Investimentos, ressalta que, na conjuntura macroeconômica atual, é difícil superar o desempenho de fundos indexados ao CDI, principal referência da renda fixa. Ainda assim, ele observa um comportamento atípico: níveis mais elevados de retorno vêm acompanhados de volatilidade reduzida, fenômeno que foge à relação tradicional entre risco e retorno.
Do outro lado, Rodrigo Abbud, sócio e CEO da Pátria Real Estate Brasil, reconhece que a Selic alta e prolongada afeta negativamente os FIIs de tijolo, que investem diretamente em imóveis. Segundo ele, contudo, fundos de maior porte nessa categoria tendem a apresentar menor volatilidade, o que pode torná-los uma alternativa mais conservadora dentro do segmento.
Abbud enfatiza a natureza de longo prazo desses investimentos, afirmando que investidores preocupados com flutuações de curto prazo podem não ter escolhido adequadamente o produto. Para o executivo, a visão para quem entra nesse mercado deveria ser estendida, com horizonte recomendado na ordem de 10 anos, considerando a função defensiva contra a inflação que esses fundos podem cumprir.
Não vale separar papel de tijolo
Os gestores criticam a prática comum de considerar os FIIs de papel e os de tijolo como categorias excludentes. Em vez disso, defendem a combinação das duas classes para formar carteiras mais equilibradas. Vedrossi alerta que, embora haja fundos indexados ao CDI com preços atrativos, é preciso avaliar cuidadosamente as gestoras e as estratégias, já que manter exposição ao CDI com spreads elevados não é algo simples por prazo prolongado.
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Principais setores para o investidor
Abbud aponta que, no curto prazo, os FIIs logísticos têm se destacado por preservar valor dos ativos e oferecer dividend yield consistente e em tendência de alta. Para prazos mais longos, ele vê potencial de recuperação nos aluguéis de prédios de escritórios, beneficiando fundos de lajes corporativas.
O segmento de shoppings também recebe atenção dos gestores: além de serem considerados bons pagadores, esses empreendimentos mantêm forte apelo entre os consumidores brasileiros, o que ajuda a sustentar a indústria mesmo com a expansão do comércio eletrônico. Diante do atual patamar de juros, os especialistas aconselham priorizar liquidez e diversificação ao selecionar FIIs para investimento.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6