Dois movimentos distintos marcaram a recente disputa entre empresas chinesas de inteligência artificial: a Alibaba revelou seu maior modelo até hoje, enquanto a DeepSeek lançou um sistema que promete operar a um custo muito inferior ao de rivais.
Alibaba amplia escala com Qwen3.8-Max
A Alibaba anunciou o Qwen3.8-Max, um modelo que reúne 2,4 trilhões de parâmetros e foi apresentado como sua principal aposta para concorrer entre os sistemas de IA mais avançados do mercado. Após o anúncio, as ações da companhia subiram 7% na Bolsa de Hong Kong.
Segundo a empresa, o Qwen3.8-Max processa texto, imagens e vídeos e é capaz de analisar até 1 milhão de tokens por vez. Adota uma arquitetura do tipo “mixture-of-experts”, que ativa apenas partes do modelo conforme a tarefa, e opera usando simultaneamente 95 bilhões de parâmetros para reduzir custos e o tempo de resposta.
Em avaliações públicas, o Qwen3.8-Max alcançou a melhor colocação entre modelos chineses no ranking de texto da Arena.AI e ficou em segundo lugar mundial na categoria de análise de imagens e outros conteúdos visuais. A Alibaba informou que o modelo será disponibilizado na semana seguinte ao anúncio e que concluiu o projeto de engenharia de software em 16 dias.
DeepSeek aposta em baixo custo com V4-Flash
Enquanto a Alibaba focou no aumento de escala, a DeepSeek direcionou esforços para reduzir o custo de operação. O V4-Flash foi apontado pela Artificial Analysis como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas testados.
O levantamento indicou custo de US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (aproximadamente R$ 0,71) e US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (cerca de R$ 1,42). No custo médio por teste, o V4-Flash ficou em cerca de US$ 0,03 (por volta de R$ 0,15). Em comparação, o Kimi K3 teve custo médio por teste de US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36), o GPT-5.6 Sol US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43) e o Claude Fable 5 US$ 3,15 (por volta de R$ 15,97).
Imagem: Divulgação
Ambos os modelos, Qwen3.8-Max e V4-Flash, usam pesos de modelos abertos, permitindo que desenvolvedores façam download e adaptem os parâmetros para diferentes aplicações. Analistas citados pela Reuters indicam que há demanda por modelos “bons o suficiente” — soluções acessíveis, transparentes e reutilizáveis — para fluxos de trabalho corporativos que não exigem o melhor desempenho disponível.
Enquanto empresas chinesas ampliam oferta com modelos abertos e opções mais eficientes em custo, concorrentes como OpenAI, Anthropic e Google continuam apostando em modelos de código fechado.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6