Barclays considera que o volume solicitado pelo governo ao Senado — US$ 35 bilhões por ano em emissões externas — é maior do que o necessário para atingir a meta de elevar para 7% a parcela da dívida pública indexada em moeda estrangeira ao longo da próxima década. O pedido foi apresentado pelo Tesouro Nacional como um novo limite para emissões internacionais.

Em cálculos próprios, o banco estima que um montante anual entre US$ 20 bilhões e US$ 22 bilhões seria suficiente para alcançar o objetivo de aumentar a participação da dívida em moeda estrangeira para 7% na próxima década. Com base nessa conta, o Barclays aponta que o valor de US$ 35 bilhões contém margem adicional, descrita pelo banco como “gordura”, que poderia ser reduzida durante a tramitação do projeto no Congresso.

O Tesouro Nacional pediu ao Senado autorização para ampliar o teto de emissões externas com o intuito de permitir o aumento da parcela da dívida pública vinculada ao câmbio. A proposta define um limite anual de captação em mercados internacionais, que, segundo a avaliação do Barclays, excede o volume necessário para cumprir a meta estabelecida pelo governo.

Segundo o banco, o intervalo de US$ 20 bilhões a US$ 22 bilhões por ano — apontado como suficiente — resulta das projeções internas do próprio Barclays sobre as necessidades de financiamento externo para alcançar a fatia de 7% da dívida em moeda estrangeira ao longo dos próximos dez anos. A análise indica, portanto, espaço para eventual redução do pedido no processo legislativo.

Barclays avalia que pedido de US$ 35 bilhões do Tesouro para emissões externas é superior ao necessário

Imagem: Gabriel Reis/Valor

A avaliação do Barclays acrescenta um elemento técnico ao debate sobre o montante solicitado pelo Executivo ao Senado, ao colocar em discussão o tamanho do limite proposto para emissões externas e a possibilidade de cortes na cifra original durante as negociações parlamentares.

Com informações de Valor.globo