Uma disputa pelo comando do futebol mundial transformou-se em crise pública e ameaça o futuro do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O conflito ganhou novo capítulo nesta segunda-feira, quando três confederações — Uefa, Concacaf e AFC — fizeram críticas duras ao dirigente, em meio à repercussão do plano de criação da subsidiária comercial Fifa Forward Enterprise (FFE) e à desistência do projeto por parte de Infantino.
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O que aconteceu
Infantino, que está à frente da Fifa há dez anos, anunciou a retirada do projeto de investimento privado para a FFE há mais de uma semana. As três confederações que agora se posicionaram criticaram a condução do plano e apontaram quebra de confiança na gestão da entidade. Em carta conjunta, as organizações disseram que a liderança não é para benefício pessoal e que confiança foi prejudicada por ações consideradas enganosas.
Quem o apoia
Apesar das pressões, parte do movimento mundial do futebol mantém apoio ao presidente. A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou-se ao lado de Infantino, e a Conmebol também o apoia, embora tenha manifestado reservas sobre a forma como a iniciativa foi apresentada. Várias federações nacionais se distanciaram das posições de suas confederações e manifestaram apoio ao dirigente, entre elas o México — coanfitrião da Copa do Mundo de 2026 — além de Kuwait e Catar, membros da AFC.
Quem se opõe
A Uefa liderou a reação mais contundente e chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina, pressão que obrigou Infantino a apresentar desculpas. Nos dias seguintes, a Uefa reforçou o boicote e outros atores até então hesitantes passaram a aderir: nesta segunda-feira, Concacaf e AFC subscreveram a carta dirigida à “família do futebol”.
Entre os opositores mais ativos estão a Federação Norueguesa de Futebol (NFF) e sua presidente, Lise Klaveness, que pediram a renúncia imediata de Infantino. Ainda se manifestaram contra a permanência do presidente as federações da Dinamarca, Finlândia, Suécia, Sérvia e País de Gales.
Próximos passos e prazo eleitoral
O próximo teste institucional ocorrerá durante o Congresso da Fifa, marcado para 18 de março de 2027, em Rabat, Marrocos — data que também define o pleito em que Infantino buscará um quarto mandato de quatro anos. O prazo para registro de candidaturas é 18 de novembro e, até o momento, ninguém se inscreveu para disputar contra o atual presidente.
Imagem: Foto por FABRICE COFFRINI / AFP
Além do caminho eleitoral, existe a possibilidade de uma moção de censura, que exige a solicitação de 20% das 211 associações-membro (43) para convocar um Congresso extraordinário e antecipar decisões sobre a presidência.
Potenciais adversários
Entre nomes mencionados como possíveis concorrentes estão Lise Klaveness, cuja visibilidade aumentou, o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, que se distanciou de Infantino, e Salman bin Ibrahim al-Khalifa, atual chefe da AFC, que em 2016 foi derrotado por Infantino no segundo turno da eleição por 115 a 88 votos. Salman completa 60 anos e seu mandato à frente da confederação asiática termina no ano que vem, quando poderá avaliar uma eventual candidatura.
O desfecho da crise seguirá sendo observado até o Congresso de 18/03/2027, quando a votação presidencial e eventuais movimentos institucionais poderão definir o rumo da liderança da Fifa.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6