A holding Itaúsa anunciou lucro líquido recorrente de R$ 4,31 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Acompanhando o comunicado divulgado pela companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pelo maior desempenho recorrente do Itaú Unibanco, controlado pela Itaúsa, além de resultados em crescimento nas operações da Motiva (ex-CCR), Alpargatas e da Copa Energia. Em contrapartida, houve piora nos números da NTS, da Dexco e da Aegea, além de impacto negativo no resultado próprio da Itaúsa devido ao aumento das despesas tributárias.

O segmento não financeiro das investidas da holding apresentou resultado recorrente de R$ 141 milhões no trimestre, o que representa retração de 26,7% na comparação anual. Já o resultado recorrente do setor financeiro — composto exclusivamente pelo Itaú Unibanco — ficou em R$ 4,47 bilhões, avanço de 8,5% frente ao segundo trimestre de 2025.

No desempenho individual da Itaúsa, as despesas administrativas somaram R$ 45 milhões no período, aumento de 7% sobre o segundo trimestre de 2025. As despesas tributárias, por sua vez, subiram 42% na base anual, alcançando R$ 163 milhões. A companhia atribuiu esse crescimento principalmente à maior cobrança de PIS e Cofins incidente sobre os juros sobre capital próprio (JCP) declarados pelas investidas, com destaque ao impacto gerado pelo Itaú Unibanco.

A Itaúsa também reportou um resultado financeiro negativo de R$ 62 milhões no trimestre, equivalente a uma piora de 11,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. Quanto ao endividamento, a dívida líquida encerrou junho em R$ 1,2 bilhão, ante R$ 1 bilhão ao final de março.

Itaúsa registra lucro recorrente de R$ 4,31 bilhões no 2º trimestre de 2026

Imagem: Divulgação

Informações adicionais e indicadores das empresas de capital aberto controladas pela Itaúsa estão disponíveis no portal Valor Empresas 360, conforme destacado no comunicado divulgado pela companhia.

Com informações de Valor.globo