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A Agência Internacional de Energia (IEA) afirmou que a atual crise do petróleo é mais grave do que choques anteriores e que governantes ao redor do mundo ainda não entenderam a dimensão do problema, segundo o diretor-executivo Fatih Birol.
No início deste mês, a IEA liberou um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo na tentativa de conter a escalada dos preços. Três semanas depois, Birol reapareceu publicamente e, em discurso no National Press Club da Austrália, alertou para os efeitos econômicos e para a insuficiência das respostas até agora.
Birol afirmou que, em comparação com as crises da década de 1970 e com o choque energético desencadeado pela invasão da Ucrânia, as perdas atuais já são maiores. Ele lembrou que as duas crises do petróleo de 1973 e 1979 provocaram quedas de cerca de 5 milhões de barris por dia cada uma — totalizando 10 milhões de barris diários — e apontou que, até o momento, as perdas na atual crise somam 11 milhões de barris por dia.
A dimensão do choque
Além das perdas no petróleo, Birol destacou impacto ainda mais severo no mercado de gás. Após a invasão da Ucrânia, os mercados europeus registraram uma redução de aproximadamente 75 bilhões de metros cúbicos; nesta crise, segundo ele, a perda estimada chega a cerca de 140 bilhões de metros cúbicos, quase o dobro.
O diretor-executivo da IEA também chamou atenção para a interrupção de outras cadeias de abastecimento essenciais. Entre itens afetados estão petroquímicos, fertilizantes, enxofre e hélio. Birol citou que cerca de metade do fornecimento global de ureia trafega pelo Estreito de Ormuz, o que pode influenciar os preços de alimentos nos Estados Unidos nas próximas semanas.
Riscos econômicos mais amplos foram mencionados por economistas: a elevação dos preços do petróleo pode elevar custos de alimentos, reduzir a probabilidade de um corte de juros pelo Federal Reserve neste ano — podendo mesmo aumentar a chance de alta — e, em cenário extremo, pressionar os preços para níveis que ameaçariam paralisar a atividade econômica, caso cheguem a US$ 140 por barril.
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O choque já se refletiu nos mercados: na semana passada, o petróleo Brent ultrapassou US$ 110 por barril e, após declarações do presidente Donald Trump no início da segunda-feira de que os EUA estavam em negociações com o Irã e, portanto, evitariam atacar fontes críticas de energia pelos próximos cinco dias, os preços recuaram cerca de 10%, mas permaneceram em patamares elevados.
Birol informou ainda que 40 ativos de energia na região estão gravemente ou muito gravemente danificados em nove países, incluindo refinarias, campos de petróleo e gasodutos, o que deve atrasar a normalização da oferta mesmo após o fim do conflito.
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Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6