A Americanas anunciou nesta quarta-feira (13) a venda ao Oba Hortifruti dos ativos utilizados na operação de dez lojas da rede Hortifruti Natural da Terra localizadas em São Paulo, por R$ 69,3 milhões, valor sujeito a ajustes contratuais.

O acordo envolve a subsidiária HNT Comércio de Hortifrutigranjeiros e foi formalizado pela varejista que está em recuperação judicial desde janeiro de 2023. Pelo contrato, o Oba efetuará um pagamento inicial de R$ 10,4 milhões à vista na data de fechamento. O saldo será parcelado em 24 prestações mensais, iguais e sucessivas, corrigidas pela variação do CDI, com a primeira parcela vencendo em até 30 dias após a conclusão da operação.

A efetivação da operação depende do atendimento de condições precedentes previstas no acordo, entre elas a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A transferência dos ativos será realizada de forma gradual, conforme os prazos e termos definidos entre as partes.

A empresa esclareceu que a alienação não significa a saída total da Americanas do segmento, mas integra a estratégia de revisão de ativos e redução de operações deficitárias no contexto do processo de recuperação judicial. Segundo o comunicado, a transação foi conduzida no curso normal dos negócios e está autorizada pelo plano de recuperação.

A Hortifruti Natural da Terra passou a integrar o grupo Americanas em 2021, antes da divulgação de inconsistências contábeis superiores a R$ 40 bilhões que resultaram na abertura do processo de recuperação judicial da companhia. Na ocasião da compra, a aquisição havia sido apresentada como parte de um plano de expansão da Americanas para o segmento de alimentos frescos, com potencial de sinergia com o e-commerce.

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Após a descoberta do rombo contábil, a prioridade da Americanas mudou: a companhia passou a concentrar esforços em preservar caixa, renegociar com credores e simplificar sua estrutura operacional.

Para o Oba, a compra representa ampliação de sua atuação em São Paulo, principal mercado do país e região onde redes de hortifruti e supermercados competem por consumidores de maior poder aquisitivo e tíquete médio mais elevado. O grupo já mantém uma rede consolidada no segmento de frutas, legumes, verduras e perecíveis, com posicionamento próximo ao varejo alimentar especializado.

Com informações de Investnews