Arkheron, projeto da Bonfire Studios liderada por Rob Pardo (ex-Blizzard), propõe uma combinação entre câmera isométrica ao estilo Diablo, elementos de hack’n’slash e a tensão de um battle royale competitivo. A desenvolvedora liberou uma demo gratuita durante o Steam Next Fest a partir de hoje (20), apresentando um modelo de jogo que coloca o loot como elemento central da experiência.
No formato testado em hands-on, a proposta fica mais clara em prática: 15 equipes de três jogadores sobem uma torre em um cenário de fantasia, enfrentando inimigos controlados por IA e confrontos contra outros trios até sobrar apenas uma equipe no topo. O modo principal, chamado Ascensão, funciona como um funil em que cada rodada termina em embates 3v3 em arenas que vão sendo seladas por uma espécie de “gás venenoso”, em mecânica típica de battle royale. Os sobreviventes sobem ao próximo andar levando consigo os itens coletados.
Ritmo de jogo e estrutura de partidas
O mapa oferece estações para compra de itens, inimigos variados, baús raros e missões que concedem loots melhores, tudo planejado para acelerar o andamento das partidas e evitar longos períodos de espera. Segundo o teste, rondas podem ser relativamente curtas — uma partida citada terminou em cerca de 15 minutos — o que confere um ritmo mais compacto e focado em confrontos estratégicos.
Loot e sistema de Relíquias
Sem classes fixas, Arkheron determina o estilo de jogo pelos equipamentos encontrados durante as partidas. As Relíquias são o diferencial: armas, amuletos, coroas e outros itens concedem habilidades específicas. Combinar peças de um mesmo conjunto oferece bônus, e equipar quatro Relíquias iguais transforma o personagem em um Eterno, liberando uma habilidade mais potente. O sistema permite montar combinações voltadas a dano, controle de área ou mobilidade, incentivando experimentação a cada partida.
Importância da equipe e desafios de mercado
O teste também destacou a vantagem de jogar com um time fechado: comunicação e coordenação melhoram significativamente a experiência. O autor do hands-on jogou em ambiente controlado, inclusive com uma desenvolvedora no trio, o que ampliou a fluidez tática. Em partidas com jogadores aleatórios, a falta de comunicação pode tornar o jogo mais frustrante. Além disso, o título encara um mercado saturado de jogos como serviço; exemplos recentes, como Highguard — apresentado no The Game Awards e lançado gratuitamente em janeiro — já mostram dificuldades de manutenção de base ativa.
Imagem: Divulgação
Arkheron ainda precisa de atualizações constantes, ajustes de balanceamento e suporte pós-lançamento para se estabelecer, mas a ênfase em builds dinâmicas e identidade própria pode atrair fãs de jogos do tipo Diablo e Path of Exile.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6