O Brasil deverá registrar o maior aumento entre os principais mercados globais de viagens corporativas em 2026, segundo o relatório Business Travel Index (BTI) da Global Business Travel Association (GBTA). O país projeta expansão de 13,8% no segmento de turismo de negócios, com gastos estimados em US$ 35,8 bilhões até o fim do ano, posição que deve colocar o Brasil na 10ª colocação mundial em volume de investimentos no setor.

De acordo com o estudo, o desempenho brasileiro supera o de economias tradicionais do turismo corporativo. Entre os 16 maiores mercados avaliados pela GBTA, a Austrália aparece em segundo lugar com crescimento projetado de 11,5%, seguida por Coreia do Sul (11,3%), Turquia (10,9%) e Japão (10%). O relatório relaciona essa aceleração à retomada de atividades presenciais e ao avanço da demanda por viagens relacionadas a reuniões, feiras, congressos e eventos empresariais.

Em âmbito global, a GBTA projeta que os gastos com viagens corporativas chegarão a US$ 1,71 trilhão em 2026, o que representa um crescimento de 7,2% em comparação ao ano anterior. A entidade aponta fatores como a normalização das viagens presenciais, a estabilidade econômica em várias regiões e a intensificação das trocas comerciais internacionais como elementos que sustentam essa trajetória de alta.

O estudo também detalha a distribuição dos custos durante deslocamentos profissionais. O gasto médio diário por viagem é estimado em US$ 875, e hospedagem juntamente com transporte aéreo concentram cerca de 52% das despesas realizadas pelos viajantes corporativos. Esses dados destacam a importância da infraestrutura turística para acomodar o crescimento do setor.

Brasil lidera crescimento das viagens corporativas e deve movimentar US$ 35,8 bilhões em 2026

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Além do impacto direto sobre hotéis, companhias aéreas e centros de convenções, a expansão das viagens de negócios tende a beneficiar restaurantes, serviços de transporte, organizadores de eventos e outros segmentos relacionados ao turismo corporativo. Para o Brasil, a liderança no ritmo de crescimento reforça sua relevância como destino corporativo na América Latina e amplia sua competitividade no mercado internacional.

Com informações de Portalin