O Brasil fez o maior envio registrado de café verde descafeinado ao Japão ao embarcar 8,4 toneladas métricas do produto, operação liderada pela cooperativa mineira Expocacer. O volume corresponde a aproximadamente 140 sacas e supera com folga as remessas anteriores do país nesse segmento.

O lote representa um avanço em relação aos volumes recentes: em 2025 o país havia exportado apenas 832 quilos de café verde descafeinado, e em 2024 o total foi de 698 quilos. O novo embarque é, portanto, mais de dez vezes maior que esses resultados, abrindo espaço para uma nova frente de comercialização de cafés especiais brasileiros.

A entrega ao mercado japonês utiliza um processo de descafeinação natural, sem emprego de produtos químicos, baseado apenas em água e compostos extraídos do próprio grão. Esse método agrega valor ao produto e responde às exigências de compradores mais seletivos, como os do Japão.

Embora expressivo no nicho, o volume ainda é reduzido quando comparado ao total das exportações brasileiras de café, que somam dezenas de milhões de sacas por ano. Ainda assim, o movimento é visto como estratégico por setores da cadeia produtiva por ampliar a presença do país em mercados de maior valor agregado.

O Japão já figura entre os maiores importadores do café brasileiro: em 2025 o país asiático trouxe do Brasil 2,647 milhões de sacas, número que representa crescimento de 19,4% ante o ano anterior. A escolha pelo mercado japonês reflete a busca por compradores com demanda por cafés premium.

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Fontes do setor destacam que o embarque tem caráter experimental, com o objetivo de validar a aceitação do produto, construir demanda e posicionar o café brasileiro em faixas superiores de qualidade. A expectativa é que iniciativas como esta possam viabilizar novas operações comerciais e ampliar a diversificação das exportações brasileiras no médio prazo.

O registro do novo lote confirma a movimentação do país para explorar nichos mais especializados dentro do mercado global de cafés, sem, no entanto, alterar a dimensão das exportações tradicionais.

Com informações de Portalin