O Ibovespa encerrou a segunda-feira (30) em alta de 0,53%, alcançando 182.514,20 pontos, na primeira sessão da última semana de março. O movimento positivo ocorreu mesmo sem mudanças significativas no cenário global, em meio à continuidade dos confrontos no Oriente Médio.
Investidores mantiveram atenção às notícias sobre possíveis negociações de cessar-fogo e também às ameaças de novos ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A persistente tensão elevou o preço do petróleo para patamares acima de US$ 100 por barril, fator que beneficiou ações de empresas do setor de energia.
Na B3, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 0,53% e as da PRIO (PRIO3) avançaram 1,81%. Outro contributo relevante para o índice veio da Vale (VALE3), que registrou alta de 0,63%.
Também influenciaram o pregão as declarações de autoridades monetárias. Discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e falas de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, trouxeram elementos sobre a avaliação do cenário macroeconômico e a condução da política monetária.
“A incerteza sobre o desdobramento do conflito prejudica uma visão prospectiva sobre a atividade econômica, sobre o mercado de trabalho e principalmente sobre a trajetória inflacionária. Portanto, as falas hoje indicam que, por enquanto, não há necessidade de mudança na condução da política monetária, que foi consenso na última reunião do comitê”, afirmou Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart XP.
Dados de mercado
Ao longo do pregão, o Ibovespa oscilou entre máxima intradiária de 184.414,18 pontos e mínima de 181.559,49 pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 25,5 bilhões.
Imagem: Ap
Câmbio e bolsas externas
No mercado de câmbio, o dólar comercial teve variação reduzida e fechou em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,24. Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam mistas: Dow Jones avançou 0,11%, S&P 500 caiu 0,39% e Nasdaq recuou 0,73%.
O dia foi marcado por uma combinação de fatores geopolíticos e sinais de autoridades monetárias que, juntos, influenciaram a leitura de risco e rendimento pelos investidores, sem provocar mudanças bruscas na direção do mercado.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6