O Brasil encerrou 2025 com 386 mil milionários, consolidando-se como o país da América Latina com o maior número de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão. De acordo com o Global Wealth Report 2026, do UBS, o saldo de novos milionários no país foi de 9.215 em um ano, o que representa um aumento de 2,4% em relação a 2024.

O relatório aponta que a elevação do número de milionários no Brasil acompanha uma tendência global: quase 1 milhão de pessoas passaram a integrar esse grupo em 2025. Entre os fatores apontados pelo UBS estão a valorização de ativos financeiros, a recuperação dos mercados e o impacto cambial provocado pelo enfraquecimento do dólar.

Regionalmente, o Brasil lidera o ranking na América Latina, à frente do México, que concentra cerca de 333 mil milionários. O estudo também destaca a presença relevante de brasileiros entre os indivíduos com patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, que já somam aproximadamente 43 mil pessoas. Para esse segmento, o crescimento observado desde 2000 está entre os maiores do mundo, sendo superado apenas pela China continental e pela Austrália.

Desigualdade e endividamento

Ao mesmo tempo em que registra expansão no número de fortunas privadas, o relatório evidencia contrastes importantes no país. O Brasil figura entre as nações mais desiguais do levantamento, com um coeficiente de Gini de 0,81. Além disso, a relação entre o endividamento das famílias e a riqueza bruta alcança 23,4%, segundo o UBS.

O documento ressalta que a acumulação de patrimônio tem sido mais intensa entre os estratos de renda mais elevados, enquanto grande parte da população continua a enfrentar pressões como o custo do crédito, a concentração de renda e dificuldades para poupar ou acumular ativos.

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O avanço no número de milionários reforça o papel do Brasil no mercado latino-americano de gestão de fortunas, ao mesmo tempo em que evidencia limites da expansão patrimonial quando esta ocorre de forma desigual.

Com informações de Portalin