Um ensaio clínico indica que a composição do café da manhã pode influenciar saciedade, saúde intestinal e contribuir para a perda de peso. Publicado em fevereiro no British Journal of Nutrition, o estudo comparou dois padrões alimentares com foco no emagrecimento e encontrou benefícios em ambos, embora por mecanismos distintos.

O trabalho, divulgado pela Agência Einstein em 22/7/2026, envolveu 19 adultos com sobrepeso que seguiram, de forma randomizada, duas dietas por 28 dias cada, com todas as refeições fornecidas pelos pesquisadores. Em cada protocolo 45% das calorias diárias eram consumidas no café da manhã, 35% no almoço e 20% no jantar.

Os resultados mostraram redução de peso em ambos os grupos, porém com efeitos fisiológicos diferentes. A dieta com maior teor de proteína apresentou diminuição mais acentuada do apetite ao longo do dia. Já a dieta rica em fibras promoveu mudanças favoráveis na microbiota intestinal, aumentando populações como as bifidobactérias e elevando a produção de butirato, composto associado à melhora da sensibilidade à insulina e à integridade da barreira intestinal.

Para a gastroenterologista Lilian Curvello, do Einstein Hospital Israelita, proteínas e fibras agem de forma complementar: as proteínas estimulam hormônios que reduzem a fome e tendem a reduzir a ingestão calórica; fibras fermentáveis modulam a microbiota e geram metabólitos ligados à saúde metabólica. Curvello observa que a leve vantagem da dieta rica em fibras na perda de peso pode decorrer desse impacto mais amplo sobre o metabolismo, incluindo menor inflamação de baixo grau.

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Os autores do estudo e especialistas consultados ressaltam limitações importantes: o pequeno número de participantes, a curta duração de 28 dias e o fato de os alimentos fornecidos não refletirem necessariamente os hábitos da população em geral. Além disso, a amostra era composta por adultos com sobrepeso, o que reduz a possibilidade de generalizar os achados para outros perfis.

Com informações de Fitnessbrasil