Luís Rodrigues diz que TAP precisa integrar grupo maior para garantir sustentabilidade

O presidente-executivo da TAP Air Portugal, Luís Rodrigues, afirmou que a companhia precisa buscar um parceiro estratégico para enfrentar os desafios do setor e assegurar sua viabilidade no longo prazo. O posicionamento foi feito no contexto do processo de privatização parcial da empresa, conduzido pelo governo de Portugal.

Rodrigues destacou que manter-se como uma aérea independente e de menor porte expõe a TAP a riscos crescentes em um mercado marcado por instabilidade, custos elevados e concentração da concorrência. Na avaliação do executivo, a integração a um grupo com maior capital e estrutura ajudaria a ampliar a capacidade da companhia de resistir a futuras turbulências do setor.

A declaração do CEO surge cerca de um mês após o governo português convidar os grupos Air France‑KLM e Lufthansa a apresentarem propostas vinculantes para a aquisição de uma participação minoritária na transportadora. O plano de privatização prevê a venda de até 49,9% do capital da TAP, com 5% dessa participação destinados aos funcionários.

As empresas interessadas foram informadas de que devem concluir a fase de auditoria e apresentar ofertas até o fim de julho. A expectativa do governo e da administração da TAP é que a entrada de um sócio estratégico contribua para reforçar a competitividade da companhia frente aos grandes grupos globais que dominam o mercado aéreo.

A TAP tenta consolidar sua recuperação desde que recebeu um pacote de resgate de €3,2 bilhões, aprovado pela União Europeia em 2021 como medida relacionada à pandemia. Desde então, a empresa tem trabalhado na reestruturação das operações e na retomada do crescimento em um cenário de concentração do setor.

Imagem: Ap

Segundo o CEO, o movimento de consolidação da indústria tende a fortalecer os grandes conglomerados, o que dificulta a atuação de empresas independentes de menor porte. Por esse motivo, a administração vê a entrada de um sócio mais capitalizado como um passo essencial para preservar a competitividade e ampliar as perspectivas de crescimento da companhia portuguesa.

Com informações de Portalin