Muitos profissionais se calam no ambiente corporativo por medo de julgamento, de conflitos ou de eventuais consequências negativas. A disposição dos funcionários em falar com franqueza é condicionada, em grande parte, pela reação que recebem da liderança, conforme reportagem da CNBC citada pela publicação original.

Escuta ativa sem reações defensivas

Uma recomendação central é evitar respostas na defensiva diante de críticas ou opiniões divergentes. Quando gestores interrompem, justificam decisões imediatamente ou rebatem comentários, o resultado tende a ser a retirada das contribuições sinceras por parte da equipe.

Ouvir o colaborador até o fim, demonstrar interesse e agradecer pelo retorno são práticas que ajudam a criar um ambiente mais receptivo ao diálogo e a fortalecer relações internas.

A estratégia de ouro: perguntas abertas e específicas

Perguntas vagas, como “está tudo bem?”, costumam gerar respostas superficiais. Em vez disso, líderes podem optar por questões mais direcionadas e acolhedoras, que facilitam relatos honestos e detalhados. Exemplos de perguntas sugeridas incluem:

  • O que poderia melhorar na nossa comunicação?
  • O que você espera e deseja do seu gestor?
  • Quais são as situações que mais te incomodam no trabalho?
  • Como você prefere receber reconhecimento quando faz um bom trabalho?
  • De que maneira prefere receber feedback construtivo?
  • Como costuma reagir ao receber críticas?
  • Em que você está focado profissionalmente este ano e como posso ajudar?

Esse tipo de abordagem favorece conversas mais profundas e pode aumentar a probabilidade de obter respostas francas dos funcionários.

Dar retorno e demonstrar impacto

Outro ponto essencial é mostrar que o feedback recebido tem consequência. Quando sugestões são ignoradas, colaboradores tendem a se desengajar e a parar de contribuir. Por isso, é importante que líderes retornem sobre o que foi dito, expliquem as decisões tomadas e reconheçam as contribuições da equipe.

Imagem: Divulgação

Pequenos sinais de escuta ativa — como confirmar entendimento, registrar pontos levantados e informar sobre ações resultantes — ajudam a construir uma cultura de confiança no ambiente de trabalho.

Essas práticas combinadas — escuta sem defesa, perguntas abertas e retorno efetivo — contribuem para que profissionais se sintam mais à vontade para falar com honestidade.

Com informações de Fastcompanybrasil