Ao publicar o livro “The Most Powerful Woman in the Room Is You” em 2019, a leiloeira e autora Lydia Fenet descobriu que lançara mais do que uma obra: havia criado uma marca pessoal. A decisão inicial de adotar vermelho e cor-de-rosa na identidade visual, tomada em uma primeira reunião com a diretora de criação para desenvolver um site, acabou definindo a imagem que a acompanharia nos anos seguintes.
Fenet relatou que a escolha das cores não foi apenas estética, mas intencional: a intenção era associar a ideia de poder a tonalidades geralmente ligadas a celebrações como Dia dos Namorados ou festas infantis. O visual se espalhou do site para a capa do livro e para o guarda-roupa da autora durante a turnê de divulgação — ela usou roupas nessas cores em todos os eventos por um ano.
Essa consistência, segundo a autora, produziu resultados duradouros. Seis anos depois do lançamento, Fenet afirmou que ainda recebe imagens de vestidos nas cores vermelho e cor-de-rosa. Ela lembra, por exemplo, que quando Jessie Buckley venceu o Oscar por Hamnet neste ano usando um vestido vermelho e rosa da Chanel, sua caixa de entrada foi inundada com mensagens perguntando se ela havia visto o look.
Marca pessoal é quem você é
Fenet discute, ainda, o conceito de marca pessoal e distingue-o da autopromoção. Para ela, construir uma marca pessoal passa por ter clareza sobre identidade e valores, e por facilitar que outras pessoas entendam e descrevam quem você é da maneira desejada. Em sua visão, as marcas mais eficazes são simples e fruto de repetição ao longo do tempo.
Ela destaca que reconhecer alguém no próprio setor costuma ser resultado de um posicionamento claro e repetido. Fenet conta que, ao longo da carreira, adotou três decisões que, com o tempo, se mostraram fundamentais para a construção de sua marca em um ambiente midiático 24 horas por dia.
1. Qual é a sua história visual?
A recomendação é escolher uma identidade visual e mantê-la. No caso de Fenet, a combinação de vermelho e cor-de-rosa virou um atalho para o que ela representa e ajudou a criar confiança por meio da consistência.
2. Quem é você?
Imagem: Divulgação
Ela afirma que qualquer pessoa deveria ser capaz de responder essa pergunta em menos de 10 segundos. Tornar o posicionamento claro facilita que outros recomendem seu trabalho quando surgir uma oportunidade.
3. O que vem a seguir?
Fenet lembra que a marca pessoal também é feita das conclusões que as pessoas tiram sobre você antes mesmo de ouvi-lo falar — incluindo aparência e comportamento. Ela afirma que, muito antes de subir ao palco, já se comportava como alguém que pertencia àquele ambiente, ensinando o público a vê-la daquela forma.
Faça o trailer da sua própria vida
A autora propõe pensar na marca pessoal como o trailer de um filme: é preciso definir como se quer ser visto, o que se representa e o que as pessoas devem esperar. Cada interação, mesmo pequena, reforça uma percepção; acertar a apresentação pessoal, conclui Fenet, ajuda a abrir oportunidades.
Com informações de Fastcompanybrasil

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6