Com agosto sem feriados nacionais no Brasil — o próximo feriado sendo apenas em 7 de setembro — o período pode ser aproveitado para organizar financeiramente uma viagem futura. Especialistas destacam que essa janela é adequada para montar um orçamento com antecedência e evitar aperto financeiro próximo à data do embarque.
Quem pretende viajar no próximo feriado deve iniciar a montagem de planilhas e a definição de um orçamento que contemple passagens, hospedagem, alimentação, deslocamento, lazer e uma reserva para gastos imprevistos. A recomendação é criar uma poupança dedicada exclusivamente aos custos do roteiro.
Segundo Rejane Tamoto, planejadora financeira pessoal, planejar a viagem com antecedência é essencial. Ela afirma que, para quem viajará em um mês, é preciso primeiro saber quanto se pode gastar para então escolher destino e passagens, sem comprometer prioridades financeiras.
A elaboração prévia do orçamento também reduz o risco de cair em armadilhas do crédito. Parcelamentos e modalidades de financiamento podem ajudar a diluir custos — por exemplo, na compra de bilhetes com bônus ou milhas —, mas devem ser usados com cautela para não comprometer o equilíbrio financeiro nem diminuir o custo-benefício da viagem.
Para viagens ao exterior, a atenção precisa ser maior por causa da variação cambial. Tamoto aconselha não apostar em um “momento perfeito” do câmbio; em vez disso, recomenda comprar moeda estrangeira aos poucos quando as cotações estiverem relativamente baixas, adotando uma estratégia de preço médio.
O mesmo cuidado vale para quem espera promoções. A busca pela oferta ideal pode atrasar a compra de passagens e a reserva de hospedagem, levando a compras feitas mais perto da data em que os preços costumam subir.
Planejamento e antecedência como aliados das finanças
Planejar com antecedência ajuda a controlar o orçamento e reduz a probabilidade de imprevistos. Para quem tem prazos curtos até a viagem, investimentos com alta liquidez e baixa volatilidade, como títulos de renda fixa, podem ser opções adequadas para acumular a reserva necessária.
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Tamoto reforça a importância de manter uma reserva de viagem separada das demais economias, o que preserva a saúde financeira e evita o uso excessivo de crédito. Em casos com tempo suficiente, parte dessa reserva pode ser formada já na moeda do destino, quando a estratégia for conveniente.
Viajar ou investir?
A decisão entre gastar em uma viagem ou aplicar o dinheiro não precisa ser dicotômica. A especialista sugere estruturar o orçamento em três frentes: manter a reserva de emergência, seguir com investimentos de longo prazo e criar uma poupança específica para objetivos de curto prazo, como viagens. Assim, é possível aproveitar experiências no presente sem prejudicar a construção de patrimônio para o futuro.
Um planejamento financeiro claro e com prioridades definidas permite conciliar os dois objetivos dentro do limite do orçamento disponível.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6