A escalada da guerra no Oriente Médio atingiu novo estágio nesta quinta-feira, 19/3, quando o Irã ampliou ofensivas contra instalações energéticas de países vizinhos, após um ultimato do presidente dos Estados Unidos e declarações de nações árabes e islâmicas reunidas em Riad. O confronto, no vigésimo dia, tem impacto imediato nos mercados internacionais de energia.
As commodities reagiram com aumento de preços: o gás natural na Europa subiu cerca de 35% nesta quinta-feira, enquanto o petróleo caminha para patamares próximos a US$ 120 o barril. A alta foi alimentada também pela quase paralisação do tráfego no estratégico estreito de Ormuz.
O movimento de retaliação iraniano ocorreu depois de ataques israelenses em instalações de extração no campo Pars Sul, responsável por cerca de 40% das reservas sob controle do Irã no maior campo conjunto do mundo — o Qatar detém os outros 60%.
Em resposta, Teerã lançou operações contra o emirado do Qatar, atingindo o complexo de Ras Laffan, que processa e exporta gás natural liquefeito. O local segue em chamas. A estatal QatarEnergy informou que os danos foram extensos e que havia “incêndios consideráveis” nas duas refinarias atingidas. A produção permanece interrompida desde o dia 2 e não tem previsão de retorno.
Declarações duras
As tensões subiram ainda mais com mensagens públicas de líderes internacionais. Em postagem na rede Truth Social, o presidente Donald Trump disse que Israel não atacaria novamente o Pars Sul e advertiu o Irã, afirmando que os Estados Unidos, com ou sem o apoio de Israel, poderiam destruir integralmente o campo de Pars Sul caso o Irã atacasse o Qatar. Após a publicação, o Irã não voltou a mirar especificamente aquele ponto, mas estendeu suas operações para outros alvos estratégicos na região.
Imagem: Karim Jaafar/AFP
Pela primeira vez, drones iranianos acertaram o porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, uma rota relevante para exportações que evitam o estreito de Hormuz; a operação no porto foi interrompida. Também foram reportados ataques a uma refinaria da Saudi Aramco nas proximidades de Riad, a uma unidade em Mina al-Ahmadi, no Kuwait, e a um navio nas imediações dos Emirados Árabes Unidos.
Doze países árabes e islâmicos reunidos em Riad divulgaram comunicado conjunto cobrando que o Irã suspenda as ofensivas contra vizinhos, afirmando que se reservam o direito de se defender. O chanceler saudita, príncipe Faisal bin Farhan, declarou que, até o momento, “o Irã não entendeu ou não quis entender a mensagem”. Enquanto isso, Israel segue com operações no Líbano, incluindo ofensivas terrestres no sul e ataques a posições do Hezbollah.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6